A China, maior importadora de soja do mundo, mantém forte demanda pelos produtos agrícolas brasileiros, com FMAs em café ganhando espaço diante de tarifas americanas elevadas.
Em conversa por telefone realizada na noite de segunda-feira, 11 de agosto de 2025, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Xi Jinping (China) debateram temas-chave da agenda bilateral e global — com destaque para o papel do BRICS, o multilateralismo e oportunidades econômicas. A ligação durou cerca de uma hora.
Xi expressou que “a China está pronta para trabalhar com o Brasil para estabelecer um exemplo de unidade e autossuficiência entre os principais países do Sul Global”. Reforçou o apoio à soberania brasileira e à salvaguarda dos “direitos e interesses legítimos” do país, conclamando uma postura unificada contra o unilateralismo e o protecionismo.
Enalteceu os BRICS como “plataforma essencial” para o consenso do Sul Global, além de descrever que as relações entre Brasil e China estão no “melhor momento da história”. Ambos concordaram com o papel do G20 e dos BRICS na defesa do multilateralismo. Lula destacou importância da China para o êxito da COP30 no combate às mudanças climáticas, e Xi confirmou envio de uma delegação de alto nível para Belém.
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Foto: Reprodução/Google
Houve menção ao impulso às sinergias entre os programas nacionais de desenvolvimento dos dois países e o compromisso em expandir cooperação em saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites, com empenho em explorar novas oportunidades de negócios.
Contexto internacional e econômico
A conversa ocorre em meio à crescente pressão tarifária dos Estados Unidos, considerada “antiamericana” pelos líderes do BRICS, cenário que reforça a relevância de alianças multilaterais como o BRICS. A China, maior importadora de soja do mundo, mantém forte demanda pelos produtos agrícolas brasileiros, com FMAs em café ganhando espaço diante de tarifas americanas elevadas.
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