Homem de 46 anos morreu após contato com roedores silvestres em área rural
O Brasil confirmou a primeira morte por hantavírus registrada neste ano. O paciente era um homem de 46 anos, morador do município de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. O registro do óbito consta nos dados preliminares do último boletim epidemiológico publicado pelo Ministério da Saúde em 27 de maio, mas o caso só foi confirmado pela pasta no domingo (10).
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, a morte ocorreu em fevereiro deste ano. A infecção foi confirmada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), após análises laboratoriais. Ainda segundo a secretaria, a vítima trabalhava em uma lavoura e tinha histórico de contato com roedores silvestres na área.
Para a secretaria, a morte confirmada no estado não tem ligação com outros episódios recentes da doença, como o surto registrado em um cruzeiro que partiu da Argentina. De acordo com o Ministério da Saúde, não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil, variante relacionada ao raro episódio de transmissão interpessoal registrado na Argentina e no Chile e que está em circulação no navio. Conforme a pasta, os casos humanos registrados no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas. Até o momento, o país identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, sem confirmação de transmissão interpessoal.
Veja também

HPS Platão Araújo amplia número de visitantes no Dia das Mães para aproximar famílias
Cenário epidemiológico no Brasil
.jpg)
Foto: Reprodução/Google
Desde a identificação da doença no país, em 1993, até dezembro de 2025, foram confirmados 2.412 casos de hantavírus e 926 mortes pela doença. Em 2025, o Brasil registrou 35 casos e 15 mortes. Em 2026, até o momento, foram confirmados sete casos, sem relação com a situação internacional.
A doença
De acordo com o Ministério da Saúde, a hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), doença que pode comprometer pulmões e coração. O vírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados, especialmente pela inalação de partículas presentes em ambientes contaminados.
Fonte: com informações Acrítica
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.