20 de Abril de 2026

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Política - 03/05/2025

Braga Netto completa 140 dias preso em sala adaptada no Exército

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Foto: Reprodução/Google

Ex-ministro de Bolsonaro está preso no Rio de Janeiro, desde 14 de dezembro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes

Preso há 140 dias, o general Walter Souza Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022, permanece detido em uma sala adaptada no Comando da 1ª Divisão do Exército, no Rio de Janeiro. Ele está recluso em uma ala destinada a oficiais do Estado-Maior.

 

Braga Netto foi preso em 14 de dezembro do ano passado, no âmbito da investigação da Polícia Federal (PF) sobre suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, após as eleições presidenciais. Em toda a história do Brasil, ele é o segundo general de, no mínimo, quatro estrelas a ser preso. O primeiro foi Marechal Hermes da Fonseca, em 1922.

 

A sala onde Braga Netto cumpre a detenção não foi originalmente projetada para esse fim, mas acabou adaptada para recebê-lo, em cumprimento ao que determina o Estatuto dos Militares. A cela possui janelas sem grades, armário, geladeira e, segundo informações extraoficiais, até uma televisão — dado não confirmado pelo Exército.

 

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Em resposta ao Metrópoles, a Força limitou-se a dizer que a estrutura “atende plenamente às disposições do estatuto dos militares, incluindo as garantias asseguradas pela legislação vigente”.

 

Rotina de Braga Netto na prisão

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Braga Netto tem direito a quatro refeições diárias — as mesmas servidas aos demais militares no rancho — e banho de sol todos os dias. Embora esteja detido em uma unidade que já comandou, a custódia ocorre sob responsabilidade de outro general: Eduardo Tavares Martins, general de divisão (três estrelas). A presença de Braga Netto, a maior autoridade na unidade, não infringe a hierarquia, já que ambos pertencem ao mesmo escalão de comando.

 

O comandante do Exército, general Tomás Paiva, no início de fevereiro, visitou Braga Netto. A visita, descrita como parte de uma rotina institucional da Força, teve como objetivo verificar se o militar necessitava de assistência jurídica e se as condições da custódia estavam dentro do previsto.

 
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Paiva, que não possui nenhuma relação com o ex-ministro e foi nomeado pelo presidente Lula em janeiro de 2023, externou a outros generais que a conversa foi protocolar e que Braga Netto afirmou estar bem assistido por seus advogados.

 

Fonte: com informações Metrópoles

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