03 de Maio de 2026

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Internacional - 23/09/2024

Bombardeios no Líbano matam 182 após Israel pedir para que civis se afastassem de posições do Hezbollah

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Foto: REUTERS/Aziz Taher

Ataque israelense no sul do Líbano

O Ministério da Saúde do Líbano disse que 182 pessoas morreram e mais de 727 ficaram feridas depois de Israel lançar um ataque aéreo "extensivo" no país. Pouco antes, as Forças de Defesas de Israel haviam alertado a população civil para que se afastassem "imediatamente" de supostas posições e depósitos de armas do grupo extremista Hezbollah.

 

Mais de 300 alvos do grupo foram atacados, segundo os militares israelenses. O bombardeio desta segunda-feira é o mais amplo territorialmente já conduzido desde o início da troca de agressões entre as duas partes, há quase um ano, e o mais mortal no Líbano desde o início da nova onda do conflito, iniciado em outubro de 2023. Os moradores das regiões do Líbano atacadas receberam mensagens de texto e de voz enviadas por Israel alertando sobre a iminência dos ataques.

 

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(Foto: REUTERS/Aziz Taher)

 

Esse foi o primeiro alerta do tipo em quase um ano de conflito em constante escalada entre Israel e Hezbollah. O aviso foi enviado após uma intensa troca de tiros no domingo (22), quando o Hezbollah lançou cerca de 150 foguetes, mísseis e drones no norte de Israel. Os ataques foram uma retaliação ao bombardeio israelense que matou cerca de dez comandantes do grupo extremista, sendo um deles do alto escalão.

 

Segundo o governo libanês, os mortos e feridos no ataque incluem mulheres, crianças e profissionais de saúde.

 

O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, denunciou um "plano de destruição" executado por Israel.

 

"A agressão persistente de Israel contra o Líbano é uma guerra de extermínio em todos os aspectos, um plano de destruição que pretende pulverizar os vilarejos e cidades libaneses", afirmou Mikati em um comunicado, no qual pede à ONU e aos "países influentes" para "dissuadir a agressão".

 

O ministro do Interior do Líbano disse que vai converter escolas em abrigos em Beirute, Trípoli e no sul do país para lidar com o "intenso deslocamento" de libaneses no país.

 

Já o Ministério da Saúde ordenou que as cirurgias eletivas sejam canceladas em todos os hospitais para que as unidades de saúde tenham espaço para receber os feridos nos bombardeios.

 

Ministro de Israel pede para cidadãos obedecerem alertas

 

Prédio residencial destruído após bombardeio

(Foto: Telegram/Reprodução)

 

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, pediu para que os israelenses obedeçam às sirenes de alerta que indicam bombardeios inimigos e se refugiem em abrigos.

 

"À nossa frente estão dias em que o povo terá que mostrar compostura, disciplina e total obediência às diretrizes do Comando da Frente Interna. A diferença entre o sucesso e o fracasso está no fato de que os cidadãos entraram em salas protegidas e outros lugares de acordo com as instruções que demos a eles".

 

No domingo, foguetes disparados pelo Hezbollah atingiram a cidade de Haifa, ao norte de Israel. Segundo o grupo, o alvo eram complexos industriais militares da empresa Rafael, que desenvolve armas e tecnologia militar.

 

O ataque foi confirmado pelas Forças de Defesa de Israel (FDI), que afirmaram, no entanto, que os foguetes foram disparados “em direção a áreas civis”.

 

Em resposta, o Exército israelense realizou bombardeios em alvos do Hezbollah no sul do Líbano.

 

A troca de agressões entre Israel e Hezbollah se intensificou desde as explosões de pagers e de walkie-talkies de membros do grupo extremista no Líbano na semana passada.

 

As duas partes vêm trocando agressões desde o início da guerra entre Israel e o Hamas em Gaza. O Hezbollah afirma que os foguetes lançados são uma retaliação contra o massacre de palestinos na Faixa de Gaza, iniciado após os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023.

 

Por conta dos bombardeios partindo do Líbano, moradores do norte de Israel foram evacuados de suas casas.

 

 

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Na semana passada, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmou que as operações no Líbano continuariam até que os israelenses removidos pudessem retornar em segurança. A fala indica um conflito prolongado, já que o Hezbollah, apoiado pelo Irã, prometeu lutar até que houvesse um cessar-fogo guerra de Gaza.

 

 

Fonte: com informações do portal G1

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