Plano Guedes, que entra em campo depois do segundo turno, é mais um duro golpe nos trabalhadores e aposentados.
Sabe a surpresa que Bolsonaro e Guedes prepararam para os trabalhadores e aposentados brasileiros no dia seguinte ao segundo turno das eleições? Uma proposta de emenda à Constituição que acaba com a correção do salário mínimo e da aposentadoria pela inflação.
É mais um duro golpe do governo federal no povo brasileiro: Bolsonaro vai congelar o salário mínimo e as aposentadorias. Nos governos de Lula e Dilma, o salário mínimo teve aumento real, acima da inflação, de 77%.
Hoje, o salário mínimo e os benefícios previdenciários são corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, o que garante, ao menos, a reposição de perdas inflacionárias. Nos quatro anos de governo de Jair Bolsonaro não houve sequer um real de aumento do salário mínimo acima da inflação. E, se for eleito, nem isso ele garante mais.
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No Plano Guedes, o piso passa a considerar a “expectativa de inflação”, ou seja, a inflação projetada para o ano corrente. Guedes propõe também que o índice usado seja o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que costuma ser menor do que o INPC.

Vamos ao exemplo. Se a regra estivesse valendo para a definição do salário mínimo de 2022, o reajuste teria sido de 5,03%, IPCA projetado no começo de 2022. Metade dos 10,16% concedido, correspondente à inflação de 2021.

Fotos: Reprodução
A medida tem como objetivo acomodar cerca de R$ 100 bilhões adicionais dentro do teto em 2023, possibilitando que Bolsonaro honre com a promessa eleitoral de manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600. Na prática, a proposta é: dar com uma mão e tirar com a outra.
Como sempre, no governo Bolsonaro a corda quebra do lado mais fraco. Enquanto desvincula o aumento do salário da inflação, segue a gastança para compra de apoio com o orçamento secreto.
Fonte: Com informações do Lula.com
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