23 de Abril de 2026

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Política - 09/03/2022

Bolsonaro reúne evangélicos em meio a acenos de adversários: conheça as lideranças e entenda a relação com o governo

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Foto: Reprodução

Presidente tenta demonstrar força junto aos líderes; promessa foi de conduzir o país para a ?direção? que eles quiserem

Na tentativa de demonstrar força junto ao público evangélico, cobiçado por todos os seus concorrentes na disputa eleitoral deste ano, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu ontem com centenas de líderes do segmento religioso no Palácio da Alvorada, e afirmou: 'Eu dirijo a nação para o lado que os senhores desejarem'.

 

Durante o encontro, que atraiu cerca de 280 religiosos, Bolsonaro ouviu explícitas declarações de apoio e chegou a chorar ao ser lembrado do episódio em que foi vítima de uma facada, na campanha de 2018.

 

A conquista da preferência dos evangélicos, que hoje representam aproximadamente 30% dos brasileiros, de acordo com o Datafolha, é tratada como ponto fundamental pelos pré-candidatos ao Palácio do Planalto. Desde o ano passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ex-ministros Sergio Moro (Podemos) e Ciro Gomes (PDT), além de Bolsonaro, têm feito gestos para atrair essa parcela do eleitorado. Ontem, o presidente deixou clara a disposição de atender aos interesses do segmento.

 

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— Seria muito fácil estar do outro lado. Mas, como eu acredito em Deus, se fosse para estar do outro lado, nós não seríamos escolhidos. Falo “nós” porque a responsabilidade é de todos nós. Eu dirijo a nação para o lado que os senhores desejarem — disse Bolsonaro.

 

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Marcos Pereira (Igreja Universal do Reino de Deus)

 

Líderes de algumas das principais igrejas evangélicas do país estiveram presentes, como Silas Malafaia (Assembleia de Deus Vitória em Cristo), Abner Ferreira (Assembleia de Deus Ministério de Madureira) e o presidente do Republicanos, Marcos Pereira (Igreja Universal do Reino de Deus). De acordo com o colunista Lauro Jardim, do GLOBO, havia cerca de 280 presentes, incluindo 90 deputados federais e oito senadores.

 

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Silas Malafaia (Assembleia de Deus Vitória em Cristo)

 

Ao pedir a palavra, o bispo Abner Ferreira disse que há um “chamamento” em 2022, ano da eleição presidencial. Em meados de 2021, Lula se encontrou com o bispo Manoel Ferreira, pai de Abner.

 

Abner Ferreira compartilha foto com Bolsonaro depois de encontro de Lula  com o pai

Abner Ferreira (Assembleia de Deus Ministério

de Madureira) (Fotos: Reprodução)

 

— Quero chamar a atenção de todos que estão aqui para uma reflexão. Nós temos um chamamento em 2022. Nós não podemos perder isto de vista — pregou.

 

Ferrenho crítico das gestões petistas, Malafaia falou em “roubalheira”, embora não tenha feito menções a adversários de Bolsonaro:

 

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— Essa gente que quer governar o país? Deus nos livre disso. Estou mostrando aqui o império da safadeza e da roubalheira, da cultura da corrupção, que se instalou nesse país esses anos todos."

 

Fonte: Portal O Globo

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