Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um alerta na quinta-feira (17/3) sobre a segurança alimentar mundial. Segundo ele, se uma crise no setor ocorrer, “todo mundo está ameaçado nessa guerra” e “ninguém vai se safar”.
O chefe do Executivo não citou o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura 22 dias e despertou debates sobre a dependência do Brasil em relação à importação de fertilizantes.
“A guerra que se pode realmente começar – se começar, eu peço a Deus que não aconteça –, mas matará mais gente do que a primeira e a segunda guerras mundiais juntas, que é a guerra que trata simplesmente dos nossos alimentos. Segurança alimentar”, afirmou Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto.
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O chefe do Executivo não citou o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura 22 dias e despertou debates sobre a dependência do Brasil em relação à importação de fertilizantes.
“A guerra que se pode realmente começar – se começar, eu peço a Deus que não aconteça –, mas matará mais gente do que a primeira e a segunda guerras mundiais juntas, que é a guerra que trata simplesmente dos nossos alimentos. Segurança alimentar”, afirmou Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto.
“Todo mundo aqui está ameaçado nessa guerra, não vai sobrar para ninguém. Ninguém vai se safar. Todos vão pagar essa conta. E nós temos que tomar decisões”, prosseguiu.
“Vamos aprovar o PL que trata de exploração mineral em terra indígena. Por que não? O índio vai sofrer também. Se faltar fertilizantes aqui, num primeiro momento, cai a produtividade. Num segundo, falta alimento. E não é só para nós, não. Nós alimentamos mais de 1 bilhão de pessoas mundo afora”, disse o presidente.
A ideia ventilada pelo governo é que a exploração das regiões permitiria a extração de potássio – matéria-prima para a produção de fertilizantes. Com isso, segundo Bolsonaro, o Brasil deixaria de ser dependente da importação de adubos de outros países.
Segundo um estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no entanto, apenas 11% das regiões em que possivelmente existem jazidas de potássio ficam em terras indígenas. Além disso, o levantamento mostrou que as reservas de potássio já existentes no Brasil têm autonomia para sustentar o país até 2100, não sendo necessária, portanto, a exploração de terras indígenas.
Fonte: Portal Metrópoles
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