Crime ocorreu em Ibirité, na Grande BH; agressor, que não aceitava o fim da relação, foi preso em flagrante, segundo a polícia
A biomédica Miquéias Nunes de Oliveira, de 33 anos, foi assassinada a golpes de canivete pelo ex-companheiro, de 42 anos, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), na tarde da segunda-feira, 10. De acordo com a Polícia Civil, a vítima e o agressor estavam em processo de separação, e ele não aceitava o fim do relacionamento. O homem foi preso após o crime.
Ao Terra, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que, por meio da Delegacia Especializada em Investigação de Homicídios de Ibirité, prendeu em flagrante o suspeito de assassinar a vítima. O crime ocorreu na clínica de estética onde a vítima trabalhava, localizada no bairro Várzea.
Após ser acionada por uma testemunha, a PCMG enviou equipes de policiais civis e peritos ao local para realizar os primeiros levantamentos e prestar assistência aos envolvidos. A vítima, atingida por golpes de canivete, foi encontrada caída no chão, ao lado do suspeito que, após o crime, tentou tirar a própria vida utilizando o mesmo instrumento.
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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro, mas a mulher não resistiu e morreu no local. Após a confirmação do óbito, o corpo foi encaminhado ao Posto Médico-Legal de Betim, onde passou por exame de necropsia.
O suspeito foi levado a um hospital para receber atendimento médico e permanece sob custódia policial. Ele foi autuado pelos crimes de feminicídio e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, devido à apreensão de uma arma encontrada em sua residência.
"Segundo informações preliminares, os envolvidos estavam em processo de separação e o homem não aceitava o fim do relacionamento. A investigação segue em andamento para a completa elucidação do caso e outras informações poderão ser repassadas em momento oportuno", informou a Polícia Civil em nota.
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Fotos: Reprodução/Google
Nas redes sociais, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Ibirité publicou uma nota de repúdio ao ocorrido. "Kéia Oliveira, como tantas outras mulheres, teve sua vida interrompida de forma brutal, e é dever de todos nós lutar para que casos como esse não se repitam. É inadmissível que, em pleno século XXI, ainda convivamos com tamanha barbárie. A violência contra a mulher é um problema estrutural que precisa ser enfrentado com urgência e seriedade, desde a educação até a aplicação efetiva da lei", afirmou trecho da publicação.
Fonte: com informações do Portal Terra
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