18 de Maio de 2026

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Internacional - 08/02/2022

Bebê venezuelano morre nos braços da mãe durante perseguição a barco de imigrantes em Trinidad e Tobago

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Foto: Reprodução

Um bebê venezuelano morreu baleado na noite deste sábado durante perseguição a um barco com imigrantes nas águas de Trinidad e Tobago, no Caribe. A criança estava no colo da mãe, que também foi ferida, mas sobreviveu. A embarcação transportava pessoas que fugiam da Venezuela.

 

Um comunicado publicado nas redes sociais da Guarda Costeira de Trinidad e Tobago afirma que o tiroteio ocorreu quando os oficiais tentaram barrar a passagem de um barco que cruzou a fronteira venezuelana com o país insular. A distância entre Maruco, na Venezuela, e Puerto España, em Trinidad e Tobago, é de apenas 47,6 km.

 

De acordo com o comunicado, a Guarda Costeira usou buzina, holofote e sinalizadores e deu tiros de advertência na tentativa de parar a embarcação. No entanto, o barco seguiu em frente com "movimentos agressivos".

 

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As autoridades afirmaram também que os tripulantes da Guarda Costeira começaram a temer por suas vidas. Por esse motivo, eles teriam atirado contra o motor da embarcação com os venezuelanos.

 

"A embarcação acabou por parar e só então se descobriu que havia imigrantes ilegais a bordo que permaneceram escondidos e, portanto, não foram vistos antes", diz o comunicado.

 

Segundo a Guarda Costeira, os agentes encontraram a mãe sangrando mas, "lamentavelmente, a criança não respondeu".

 

Foto: Reprodução

 

O The Washington Post conversou com a cunhada da mulher baleada no barco. Ela afirmou ao jornal que o comandante do barco queria voltar para a Venezuela quando viu a Guarda Costeira de Trinidad e Tobago.

 

O primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Keith Rowley, lamentou a morte da criança.

 

Expressei minhas mais profundas condolências em meu próprio nome e de todo o povo de Trinidad e Tobago em relação à infeliz perda da vida do bebê — disse Rowley.

 

Entidades lamentam morte

 

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) publicaram uma nota conjunta lamentando a morte da criança venezuelana.

 

Estamos profundamente entristecidos com esta tragédia e transmitimos nossas sinceras condolências à família e entes queridos que estão de luto por essa perda e uma rápida recuperação aos feridos. Ninguém deveria perder a vida em busca de segurança, proteção e novas oportunidades”, disse Eduardo Stein, representante do Acnur e da OIM.

 

A nota ressalta que refugiados e imigrantes venezuelanos têm recorrido a travessias marítimas e terrestres arriscadas, devido a ausência de caminhos seguros.

 

Nenhuma criança imigrante deve morrer, seja viajando com os pais ou sozinha. Nenhuma mãe quer colocar a vida de seus filhos em risco em um pequeno navio em alto mar, a menos que não tenha outra opção — disse Jean Gough, do UNICEF.

 
 
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Gough classificou o desfecho da perseguição ao barco como um "trágico evento" que serve como lembrete de que mulheres e crianças merecem atenção especial. Dois em cada três venezuelanos que deixam o país são mulheres e crianças, finalizou. 

 

Fonte: Portal EXTRA

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