21 de Abril de 2026

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Política - 06/07/2022

Bate-boca, tapa na mesa e leitura dinâmica: tramitação da PEC Eleitoral gera confusão na Câmara. VEJA VÍDEO

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Foto: Reprodução

Presidente da comissão questiona o comportamento dos parlamentares homens em relação a ela

A sessão da comissão especial da Câmara que discute a PEC Eleitoral, na noite desta terça-feira, foi marcada por um bate-boca e confusão entre os deputados, que tentavam adiar a leitura do relatório de Danilo Forte (União-CE). O governo correu para que o relatório fosse lido ontem, de maneira a permitir a votação na quinta-feira. Forte fez uma leitura "dinâmica" do texto, enquanto os deputados discutiam à sua frente.

 

Houve bate-boca entre a presidente do colegiado, Celina Leão (PP-DF), e deputados da oposição. Revoltados porque ela determinou a leitura do parecer enquanto ainda havia líderes inscritos para falar, e já passando das 23h30, eles se levantaram e foram até a mesa, onde desligaram microfones, bateram na mesa e tentaram atrapalhar a leitura do relatório.

 

A oposição voltou a pedir questão de ordem e exigiu a leitura do substitutivo, que só acabou depois da meia-noite, o que foi comemorado, mas a deputada já havia concedido um pedido de vista a Christino Áureo (PP-RJ) antes do horário.

 

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Foto: Reprodução

 

Quando a confusão acabou, Celina começou a falar e se desculpou pela exaltação, mas também passou uma bronca nos deputados ao afirmar que duvidava que eles teriam a mesma atitude caso a comissão fosse presidida por um homem, e chegou a citar, na hora, que eles jamais fariam isso com o presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL).

 

Nesta quarta-feira, a deputada distribuiu um texto questionando o comportamento dos parlamentares homens em relação a ela.

 

“Será que os deputados teriam a mesma atitude se tivesse um homem no meu lugar?”, começa a mensagem.

 

No texto, ela narra que os deputados se levantaram de seus lugares e foram até a mesa e reclama especificamente de Lopes, que classificou como o “pior ato”: “fica ao meu lado da mesa, bate com a mão agressivamente diversas vezes na mesa e tenta retirar o meu microfone”.

 

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"Os debates e as manifestações de opiniões são totalmente democráticos e, em todos momentos permitir que essas ações fossem permitidas durante o andamento da comissão. Mas intimidação violenta contra mim ou qualquer outra mulher jamais irei baixar o meu tom de voz (da qual fui questionada), ou reagiria deferente”, afirmou.

  

 

Fonte: Portal O Globo

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