A escolha é do presidente Lula, mas há homens e mulheres capazes. Mas vejo com gosto, vejo com simpatia a escolha recair por uma mulher?, afirmou Barroso.
Ao anunciar sua saída do Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira, 9, o ministro Luís Roberto Barroso enfatizou a importância da representatividade feminina nos tribunais e defendeu que sua substituta seja uma mulher. “Eu, filosoficamente, sou um defensor de mais mulheres nos tribunais em uma regra geral. A escolha é do presidente Lula, mas há homens e mulheres capazes. Mas vejo com gosto, vejo com simpatia a escolha recair por uma mulher”, afirmou Barroso.
Entre os nomes que ganham força para ocupar a vaga está o de Daniela Teixeira, ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela se destaca no cenário jurídico brasileiro por sua sólida formação acadêmica e ampla experiência profissional, reunindo um perfil técnico compatível com o Supremo, o que reforça a possibilidade de uma nomeação histórica. Graduada em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Daniela possui mestrado em Direito Penal pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e especialização em Direito Econômico pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Atuando como advogada desde 1996, Daniela trabalhou exclusivamente perante os tribunais superiores, incluindo STF, STJ e TSE. Foi conselheira federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entre 2010 e 2013 e vice-presidente da OAB-DF entre 2016 e 2019. Indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2023, tomou posse como ministra do STJ em novembro do mesmo ano, integrando a Quinta Turma e a Terceira Seção, especializadas em direito penal, e atualmente atua na 3ª Turma e na 2ª Seção, responsáveis por casos de direito privado.
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Daniela Teixeira também recebeu diversas condecorações ao longo da carreira, incluindo a Ordem do Mérito de Dom Bosco – Comendador (2013) e a Medalha do Mérito Eleitoral do Distrito Federal – Jurista (2016). Além disso, destacou-se pelo ativismo em defesa das advogadas grávidas, tendo sido protagonista na criação da chamada “Lei Julia”, que garante prioridade no atendimento a advogadas gestantes nos tribunais.

Fotos: Reprodução/Google
Com sua formação acadêmica, vasta experiência profissional e compromisso com a equidade de gênero, Daniela Teixeira apresenta um perfil técnico e histórico relevante, fortalecendo sua candidatura à vaga no STF.
A decisão final, no entanto, ficará a cargo do presidente da República, enquanto a defesa de Barroso por uma maior presença feminina na mais alta corte do país sinaliza um movimento importante de equidade de gênero no Judiciário.
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