O STF realizou audiências por videoconferência com 52 pessoas em ação penal que trata de trama golpista. Vídeos foram liberados
Após o término das audiências de testemunhas de acusação e defesa em ação penal que apura suposta trama golpista, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou os vídeos dos depoimentos. Em um deles, é possível ver o momento em que o ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Junior confirma que o ex-comandante do Exército general Freire Gomes ameaçou prender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso ele insistisse em aplicar a Garantia da Lei e Ordem (GLO) e uma “minuta do golpe” para tentar reverter derrota eleitoral.
Freire Gomes havia negado a declaração também em oitiva, no STF, dia 19 de maio, mas Baptista, no dia 21, voltou a dizer que a conversa aconteceu em reunião realizada no Palácio do Planalto.
O brigadeiro do ar ressaltou ao STF ter ficado desconfortável com a maneira como era abordada a possibilidade de aplicação da GLO pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele pontuou que, em momento algum, foi dito que o objetivo era um golpe de Estado, mas que os comandantes “começaram a imaginar que a GLO não era para manter a paz social”.
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Foto: Reprodução/Google
Baptista Jr. tinha relatado à Polícia Federal o desconforto de Freire Gomes na reunião com Bolsonaro. Na primeira audiência das testemunhas de acusação do chamado núcleo 1 da trama golpista, Freire Gomes negou a voz de prisão. Baptista, então, reafirmou ao STF o posicionamento. Ele ressaltou que Freire Gomes afirmou a Bolsonaro: “Se o Sr. fizer isso, terei que te prender”.Gonet perguntou: “Há no seu depoimento uma declaração sobre uma ordem de prisão de Freire Gomes para prender Bolsonaro. O Sr. confirma?”.
Baptista respondeu: “Confirmo, sim. O Sr. general Freire Gomes é uma pessoa polida, educada, não falou essa frase com agressividade, mas colocou exatamente isso: ‘Se o Sr. fizer isso, terei que te prender'”.Sobre a reunião em que houve o recado da prisão, Baptista ainda confirmou que aconteceu “em novembro, possivelmente entre os dias 1º e 14 de novembro. No salão do Alvorada, ficávamos no sofá. Eu, Paulo Sérgio, Almirante Garnier. Não me lembro de civis na reunião”.
Fonte: com informações do Metrópoles
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