04 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Geral - 15/01/2025

Azul e dona da Gol selam fusão para criar gigante na aviação

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

A expectativa é que esse processo junto aos órgãos reguladores leve um ano

A Azul e a Abra, dona da Gol, assinaram nesta quarta, 15, o memorando de entendimento que, se cumprido, levará à fusão das companhias aéreas após a aprovação pelo Cade e pela Anac.

 

A expectativa é que esse processo junto aos órgãos reguladores leve um ano, o que permitirá o início da operação conjunta em 2026. Apesar de existir pouca sobreposição de destinos, a combinação das duas aéreas cria um competidor com mais de 60% de participação em passageiros.

 

Em entrevista ao Painel S.A., o CEO da Azul John Rodgerson, disse que conversou com o presidente Lula sobre a operação há cerca de oito meses. Lula defendeu uma empresa nacional robusta.

 

Veja também

 

Retirada de invasores da Terra Munduruku é um marco na defesa dos Povos Indígenas

Suhab convoca 403 moradores do Conjunto Carlos Braga para atualização cadastral visando a regularização do imóvel

 


Aviões da Azul e da Gol no aeroporto de

Congonhas (SP); companhias acertam fusão


Para o CEO da Azul, John Rodgerson, que presidirá o novo grupo, esse índice de concentração é elevado, mas não é um impeditivo porque, segundo ele, a Latam exibe indicadores similares no Chile e em alguns destinos no Brasil.

 

O negócio, no entanto, depende do cumprimento de diversas condicionantes. A principal é a conclusão do processo de recuperação judicial da Gol nos EUA, o chamado Chapter 11. A renegociação com os credores é fundamental para a redução do nível de endividamento da companhia.

 

Pelos termos do memorando, obtido pelo Painel S.A., a alavancagem das duas empresas juntas não poderá ser maior do que a da Gol após a renegociação com os credores. Estima-se que ela seja de quatro vezes o Ebitda (lucro antes de impostos, tributos, depreciação e amortizações). Caso não seja atingida, a fusão não será concretizada.


Meio a meio

 


A ideia é que as duas empresas tenham a mesma participação, mas, diante das dificuldades financeiras da Gol, ficou estabelecido que ela terá, no mínimo, 10% das ações da nova empresa. Essa participação dependerá do capital resultante após a recuperação nos EUA.


Mesmo assim, o modelo de governança foi definido para que o comando seja compartilhado.

 

Isso significa que o CEO será definido pela Azul —e ele será John Rodgerson— e o presidente do conselho de administração será indicado pela Abra, a holding de investidores que controla a Gol e a Avianca.


O conselho terá nove integrantes: três indicados pela Azul; três pela Gol; e outros três independentes indicados pelos demais acionistas e chancelados pelos controladores.

 

Não há dinheiro novo a ser investido. A fusão só envolve ativos disponíveis.

 

Marcas separadas

 


Apesar da fusão, as marcas Azul e Gol continuam existindo separadamente. Contudo, o avião de uma empresa poderá efetuar um voo de outra.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

A conectividade também aumentará com trechos operados a partir de grandes cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, para destinos afastados no Norte, Centro-Oeste ou Nordeste por meio de uma única conexão e jatos menores da Embraer.

 

A previsão é que a Azul continue adquirindo aeronaves da fabricante brasileira. Haverá também sinergia em voos internacionais. 

 

Fonte: Folha de São Paulo

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.