Aves percorrem rotas entre a América do Norte e do Sul e dependem de áreas amazônicas para descanso e alimentação
No Dia Mundial das Aves Migratórias, celebrado no sábado (09/05), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) destaca a importância do Amazonas como rota de aves migratórias, que se deslocam entre a América do Norte e a América do Sul, e orienta a população a evitar interferências nos trajetos dessas espécies durante o período de passagem pelo estado.
Ao longo do ano, cerca de 150 a 200 espécies de aves migratórias utilizam rios, áreas de floresta e ambientes alagáveis do Amazonas como pontos de alimentação e descanso. O período de maior ocorrência é registrado entre setembro e abril, com registros em municípios como Manaus, Iranduba, Manicoré, Coari, Tefé e Parintins.
No Amazonas, entre as espécies registradas estão o maçarico-de-perna-amarela (Tringa flavipes), o maçarico-solitário (Tringa solitaria), o sanhaço-vermelho (Piranga rubra), a andorinha-azul (Progne subis), o gavião-tesoura (Elanoides forficatus) e a águia-pescadora (Pandion haliaetus). O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destaca que a preservação das aves migratórias está diretamente relacionada à conservação dos ecossistemas amazônicos.
Veja também

Ipaam alerta para a obrigatoriedade do envio anual de relatório da pesca esportiva no Amazonas
Prefeitura de Manaus já plantou mais de 24 mil mudas no primeiro quadrimestre de 2026

“Quando falamos dessas espécies, estamos lidando com indicadores importantes da saúde dos nossos ecossistemas. A presença dessas aves mostra que ainda temos áreas capazes de oferecer alimentação e descanso ao longo das rotas migratórias”, afirmou. De acordo com o médico veterinário da Gerência de Fauna Silvestre (GFAU) do Ipaam, Eduardo Marques, evitar interferências na rota migratória é fundamental para a manutenção do comportamento natural das espécies. “Essas espécies seguem trajetos naturais muito bem definidos, que garantem alimentação e descanso ao longo do caminho. Quando há interferência, como alimentação ou manutenção em cativeiro, pode haver desorientação do comportamento e prejuízo ao retorno às rotas migratórias”, afirmou.
Cuidados com a fauna

Fotos: Reprodução/Internet
O Ipaam orienta que moradores de municípios onde há registro de aves migratórias não capturem, alimentem ou mantenham animais silvestres em casa, especialmente durante o período migratório. A recomendação é que as espécies permaneçam em seu habitat natural. No interior do estado, casos envolvendo animais silvestres devem ser informados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou à secretaria municipal de meio ambiente de cada município.
Na Região Metropolitana de Manaus, animais silvestres feridos, debilitados ou fora do habitat natural podem ser comunicados à Gerência de Fauna Silvestre (GFAU), do Ipaam, pelo telefone (92) 98438-7964, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.