14 de Maio de 2026

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Geral - 02/06/2023

Auxílio Caminhoneiro liberou irregularmente mais de R$ 500 milhões

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Foto: ED ALVES/CB/D.A.Press

Auditoria da CGU encontrou indícios de liberação indevida do Auxílio aos Transportadores Autônomos de Carga que chega a 25% de tudo o que foi pago no último ano do governo Bolsonaro.

Irregularidades apuradas por uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) nas liberações do Auxílio aos Transportadores Autônomos de Cargas — Auxílio Caminhoneiro — pelo extinto Ministério do Trabalho e Previdência podem ter dado prejuízo de R$ 582.873.000,00, valor que corresponde a 25% do total pago, de R$ 2.321.729.000,00. De acordo com as investigações, dos 402.773 beneficiários que participaram do programa, 110.051 não cumpriram critérios de elegibilidade para receber o benefício.

 

O Auxílio Caminhoneiro foi pago entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2022 como benefício emergencial à categoria por causa da “elevação extraordinária e imprevisível dos preços do petróleo, combustíveis e seus derivados e dos impactos sociais deles decorrentes”, segundo nota da CGU. O auxílio foi pago em seis parcelas mensais de R$ 1 mil. O cruzamento de dados feito pelo órgão de fiscalização e controle considerou “riscos relevantes à execução do benefício, em função da característica, da fragilidade das fontes de informações utilizadas para a identificação dos beneficiários, de os pagamentos terem sido efetivados sem que tenha ocorrido solicitação do beneficiário, e da celeridade imposta para a definição de procedimentos operacionais para a execução do benefício, sem a posterior adoção de medidas efetivas para o aprimoramento desses procedimentos”.

 

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A CGU alerta que os mais de 110 mil beneficiários que não cumpriram os requisitos legais para ter acesso ao Auxílio Caminhoneiro podem ser obrigados a ressarcir o governo, caso se confirmem as suspeitas de que não cumpriram os critérios para receber o dinheiro. O governo e a Dataprev, responsável pela geração das folhas de pagamento, vão fazer um levantamento completo da situação de cada beneficiário.

 

Fotos: Reprodução

 
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As irregularidades mais comuns identificadas na auditoria foram “beneficiários que não estavam devidamente cadastrados como 'ativo' no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) em 31 de maio de 2022; beneficiários com CPF irregular na Receita Federal; e beneficiários com indicativo de óbito em bases de dados governamentais”.

 

Também foram encontrados beneficiários com registro de residência no exterior; recebendo benefício previdenciário ou assistencial de espécie incompatível com o desempenho de atividade laboral; recebendo seguro-desemprego ou seguro-defeso; que ocupam cargo público; sem registro de veículo de carga no RNTRC; não vinculados a veículo de carga; sem registro do veículo no Renavam; e com habilitação para dirigir em categoria incompatível com veículo de carga, entre outros descumprimentos legais.

 

Fonte: com informações do Correio Braziliense 

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