Conversas são entre o ex-major do Exército Ailton Barros e o coronel Elcio Franco, ex-número 2 de Bolsonaro
Novos áudios mostram que o ex-major do Exército Ailton Barros e o coronel Elcio Franco, que foi secretário-executivo do Ministério da Saúde na gestão Pazuello, debateram possibilidades para um golpe de Estado, logo após Jair Bolsonaro (PL) perder as eleições para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O esquema incluía a mobilização de 1.500 militares.
O material foi revelado pela CNN, na ultima segunda-feira, 9. De acordo com o canal, as mensagens integram as investigações da Polícia Federal contra o tenente-coronel, Mauro Cid. Ele também foi ajudante de ordens de Bolsonaro, e é investigado no esquema de fraude nos dados do cartão de vacinação contra a covid-19, além do caso das joias sauditas, apreendidas no Aeroporto de Guarulhos.
Franco, considerado o ex-número 2 do Ministério da Saúde e assessor da Casa Civil, estaria no centro da trama golpista. Ele sabia do caso, e sugeriu mobilizar 1,5 mil homens do exército para conseguir o feito. Em conversa com o ex-major Ailton, revelou o medo do então comandante do Exército, Freire Gomes, de ser responsabilizado por uma eventual tentativa de golpe.
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Ambos também pensavam em suplantar Gomes, usando o Batalhão de Operações Especiais do Exército. Em um trecho, o coronel Franco fala com Ailton: “Olha, eu entendo o seguinte: é Virgílio [comandante de um batalhão do Exército]. Essa enrolação vai continuar acontecendo”.
Em seguida, ele começa a confabular sobre como o comandante do Exército poderia se defender, caso fosse descoberto.
“O Freire [Gomes] não vai. Você não vai esperar dele que ele tome à frente nesse assunto, mas ele não pode impedir de receber a ordem. Ele vai dizer, morrer de pé junto, porque ele tá mostrando. Ele tá com medo das consequências, pô. Medo das consequências é o quê? Ele ter insuflado? Qual foi a sua assessoria? Ele tá indo pra pior hipótese. E qual, qual é a pior hipótese?”.

Fotos: Reprodução
Elcio diz: “Ah, deu tudo errado, o presidente foi preso e ele tá sendo chamado a responder. Eu falei, ó, eu, durante o tempo todo [ininteligível] contra o presidente, pô, falei que não, não deveria fazer, que não deveria fazer, que não deveria fazer e pronto. Vai pro Tribunal de Nurenberg desse jeito. Depois que ele me deu a ordem por escrito, eu, comandante da Força, tive que cumprir. Essa é a defesa dele, entendeu? Então, sinceramente, é dessa forma que tem que ser visto”, afirma.
Em outro trecho da conversa, Ailton declara a Franco: “[É preciso convencer] o general Pimentel. Esse alto comando de m… que não quer fazer as p…, é preciso convencer o comandante da Brigada de Operações Especiais de Goiânia a prender o Alexandre de Moraes. Vamos organizar, desenvolver, instruir e equipar 1.500 homens”.
Fonte: com informações do Portal Terra
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