10 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Violência contra Mulher - 20/05/2024

Ativista iraniana será julgada por denunciar agressões sexuais a reclusas

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Na sua mensagem, a ativista e jornalista detida na prisão de Evine, em Teerão, exortou as mulheres iranianas a partilharem nas redes sociais os factos sobre as suas detenções e as agressões sexuais perpetradas pelas autoridades.

Segundo a agência de notícias France-Presse (AFP), que cita a família da detida, o julgamento deverá ter início nesse domingo e relaciona-se com uma mensagem áudio que a ativista partilhou, em abril, com os apoiantes a partir da prisão onde se encontra detida desde o final de 2021, na qual denunciava uma "guerra em grande escala contra as mulheres" na República Islâmica.

 

O Ministério Público acusou-a de "propaganda contra o regime" e as autoridades judiciais iranianas não comentaram o caso.Ainda de acordo com a família, Mohammadi defendeu que o julgamento deveria ser aberto ao público para que "as testemunhas e sobreviventes possam testemunhar as agressões sexuais cometidas pelo regime da República Islâmica contra as mulheres" nas prisões iranianas.

 

Na sua mensagem, a ativista e jornalista detida na prisão de Evine, em Teerão, exortou as mulheres iranianas a partilharem nas redes sociais os factos sobre as suas detenções e as agressões sexuais perpetradas pelas autoridades.

 

Veja também 

 

18 DE MAIO: 'A violência contra crianças ainda é muito silenciada', diz diretora de Instituto que Luta pelo fim da exploração sexual de menores

PM mata professora e os dois filhos dela após fim do relacionamento

 

Citou o caso de Dina Ghalibaf, uma jornalista e estudante que, segundo organizações não-governamentais (ONG) foi detida depois de ter acusado as forças de segurança, nas redes sociais, de a terem algemado e agredido sexualmente durante uma anterior detenção. Ghalibaf foi posteriormente libertada.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Nas últimas semanas, as autoridades iranianas intensificaram a repressão sobre as mulheres, nomeadamente através da utilização de videovigilância. Desde a Revolução Islâmica de 1979, as mulheres no Irão são obrigadas a respeitar um código de vestuário rigoroso, incluindo o uso do véu em locais públicos.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

Detida desde novembro de 2021, Mohammadi não vê o marido e os filhos gémeos, que vivem em Paris há vários anos. A ativista, de 52 anos, foi repetidamente condenada e presa nos últimos 25 anos pela sua campanha contra o uso obrigatório do véu pelas mulheres e a pena de morte.

 

Fonte: com informações do Portal Imprensa Hoje 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.