18 de Abril de 2026

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Saúde da Mulher - 30/10/2023

Assembleia Legislativa realiza Roda de Conversa sobre os impactos emocionais no diagnóstico de câncer de mama e de colo de útero

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Foto: Danilo Mello

O evento, que aconteceu no Auditório Sônia Barreto, na Escola do Legislativo Senador José Lindoso

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), por meio da Diretoria de Assistência Social em parceria com a Frente Parlamentar de Cuidados e Prevenção à Depressão, Suicídio e Drogas da Casa, realizaram nesta segunda-feira, 30, a Roda de Conversa “Outubro Rosa e seus impactos emocionais”.

 

O evento, que aconteceu no Auditório Sônia Barreto, na Escola do Legislativo Senador José Lindoso, teve a presença de profissionais da área de enfermagem e psicologia, além de depoimentos de representantes de grupos de apoio a mulheres que receberam diagnóstico positivo para câncer e puderam compartilhar experiências sobre o assunto.

 

Segundo a diretora de Assistência Social da Assembleia, Karla Stald, a intenção do evento é abordar a temática do Outubro Rosa sob o aspecto emocional como apoio ao tratamento das mulheres diagnosticadas.

 

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“Sempre falamos de prevenção, entretanto as pessoas que recebem diagnóstico positivo para câncer sempre ficam abaladas emocionalmente. Com a ajuda e o trabalho dos psicólogos, o tratamento fica fortalecido, no pós-diagnóstico. Por isso, a importância de falarmos da influência do apoio de amigos e familiares no enfrentamento da doença”, afirmou.

 

A coordenadora da Frente Parlamentar de Cuidados e Prevenção à Depressão da Aleam, Liliane Lobato, reforçou a importância do fortalecimento emocional das mulheres diagnosticadas no tratamento de câncer. “O câncer também leva muitas pacientes à depressão e o Outubro Rosa trabalha muito a questão da prevenção e do autoexame, mas é importante não desprezar a saúde mental, para que elas possam lidar com a doença porque ajuda muito na resposta ao tratamento”, explicou.

 

A importância da paciente contar com uma rede de apoio emocional durante o tratamento contra o câncer foi enfatizada pelo psicólogo da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), Marcelo Bentes. Com o diagnóstico, segundo o profissional, vem um impacto na vida das pacientes.

 

“E, por se tratar de um câncer, que é uma doença grave, a notícia traz um peso, principalmente por ser uma doença ameaçadora da vida. Por isso, nosso trabalho de suporte emocional já começa neste momento. No processo do tratamento, é muito importante o apoio familiar e dos amigos, alimentar a auto estima e o amor próprio, não desistir da vida e nós temos muitos pacientes que conseguiram a cura e conseguiram se equilibrar durante a doença. Esse equilíbrio emocional é fundamental para a cura, ter suporte familiar, se ancorar”, declarou.

 

 

Experiências e apoio

 

 

A prefeita do município de Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus), Patrícia Lopes, deu o depoimento de como recebeu o diagnóstico de câncer, descoberto há seis meses, e como lida com a doença. De acordo com ela, a família e os amigos são peças importantes no processo de tratamento de câncer.

 

“Quando recebi o diagnóstico positivo para o câncer de mama, notícia que não esperava, e por ser uma pessoa pública, me aconselharam a esconder a doença. Porém, entendo que uma das minhas missões é despertar nas outras mulheres a importância do autocuidado e do autoexame e a outra é buscar, enquanto prefeita, mais investimentos na saúde da mulher do meu município. É um tratamento muito doloroso e que demanda muita sensibilidade da rede de apoio dos amigos e familiares, além de fé e otimismo para superar as barreiras que o tratamento traz”, afirmou.

 

Fotos: Reprodução Google

 

A presidente do Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas da Amazônia (Gamma), Oriona Ohse, também falou sobre a descoberta e tratamento do câncer, há mais de 20 anos. E como as campanhas dependem da boa vontade das próprias mulheres em se cuidar.

 

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“As campanhas são muito boas, funcionam, mas muitas mulheres são mutiladas porque não procuram fazer os exames ou, quando procuram e percebem o nódulo, ignoram, não ligam e quando a doença se agrava são obrigadas a perderem a mama, por exemplo. Eu mesma descobri o nódulo muito pequeno, mas só procurei tratamento dois anos depois quando havia tomado conta da minha mama e tive de retirá-la em cirurgia”, declarou.

 

Fonte: com informações da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) 

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