21 de Abril de 2026

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Política - 11/06/2024

Arthur Lira adia votação de urgência de texto que equipara aborto a homicídio

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Foto: Reprodução Google

Urgência do texto seria votada nesta terça-feira, 11/6, mas Lira adiou. Projeto polêmico equipara aborto após 22 semanas a homicídio

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), adiou a votação da urgência do projeto de lei que equipara o aborto acima das 22 semanas ao crime de homicídio. A urgência da proposta seria votada nesta terça-feira, 11/6, sob reinvindicação da bancada evangélica da Casa, e chegou a entrar na pauta, mas Lira adiou. Ainda não há definição de nova data para votação.

 

Na prática, uma possível aprovação em regime de urgência acelera a discussão, já que ao ser aprovada para determinado texto, o projeto não precisará mais passar por comissões temáticas da Casa. O texto polêmico quer equiparar o aborto após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio, mesmo nas condições em que o procedimento é permitido hoje, como estupro e risco de morte para a mãe.

 

O pedido pela votação de urgência havia sido feito na reunião de líderes da última semana. Lira teria se comprometido a pautar a urgência da proposta, mas sem compromisso de votar o mérito do projeto.

 

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Como mostrou o Metrópoles, o governo Lula tinha até prometido liberar a base aliada na votação da urgência do projeto. A promessa foi feita pelo líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), ao deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), 2º vice-presidente e autor da proposta que vai à votação.

 

Polêmica antes de chegar à Câmara

 

O projeto retoma discussão que surgiu em fevereiro, após o Ministério da Saúde emitir nota técnica recomendando aos serviços de saúde não impor limites temporais para o aborto nos casos permitidos. A ministra Nísia Trindade acabou revogando a nota, alegando que a recomendação não havia passado por todas as instâncias dentro da pasta.

 

Fotos: Reprodução Google

 

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Mesmo assim, o Conselho Federal de Medicina apresentou uma resolução contra o aborto após 22 semanas da gestação. O ministro do STF Alexandre de Moraes, porém, suspendeu a decisão em maio. Em resposta a Moraes, a Casa articulou o projeto.

 

Fonte: com informações do Portal Metrópoles 

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