30 de Abril de 2026

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Meio Ambiente - 26/09/2024

Arte feita em caverna pode representar espécie que viveu 200 milhões de anos antes

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Foto: Reprodução/Galileu

A arte na caverna pode ser da espécie de um dinossauro herbívoro extinto que teve um fóssil encontrado na região.

As chamadas artes rupestres são compreendidas como o conjunto amplo de desenhos, pinturas e inscrições feitas pelo homem pré-histórico. Normalmente, esse tipo de arte é visto no interior de cavernas e em outras superfícies rochosas. Isso marca a presença humana naquele lugar. E até os dias de hoje eles podem trazer revelações. Como no caso dessa arte que pode representar espécie que viveu 200 milhões de anos antes.

 

De acordo com os pesquisadores da Universidade Witwatersrand, na África do Sul, uma arte rupestre identificada no país pode ser a representação de uma espécie extinta 200 milhões de anos antes. Ainda conforme eles, a arte parece com um fóssil de dicinodonte que foi encontrado bem preservado na região.

 

A descoberta dessa arte foi no painel da Serpente Chifruda, que é um pedaço de um mural de pedra que existe em Mohokare, cidade na África do Sul. O que chama atenção nesse painel é que ele reúne animais que não parecem com nenhuma espécie vista hoje em dia na região africana.

 

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Arte na caverna de possível espécie extinta

 

Foto: Reprodução/Galileu

 

Segundo os pesquisadores, as pinturas foram feitas entre 1821 e 1835, pelo povo San, por conta dos elementos culturais que foram colocados na sua produção.

 

No caso da arte que pode representar espécie que viveu 200 milhões de anos antes, ela retrata um animal com presas para baixo e com corpo alongado. O desenho se assemelha a um dicinodonte, herbívoros que viveram de 270 a 200 milhões de anos atrás e deixou fósseis na região da Bacia de Karoo, na África do Sul.

 

Esse animal foi extinto antes dos dinossauros surgirem. Então, se a arte realmente for a representação dele, ela iria ser a primeira descrição científica desses herbívoros. E existem evidências arqueológicas que sustentam a hipótese da população San ter feito a coleta dos fósseis dos dicinodontes e os desenhado nas paredes.

 

“A pintura foi feita no máximo em 1835. O que significa que este dicinodonte foi retratado pelo menos dez anos antes da descoberta científica ocidental e da nomeação do primeiro dicinodonte por Richard Owen em 1845. Este trabalho apoia [o fato] de que os primeiros habitantes do sul da África, os caçadores-coletores San, descobriram fósseis, os interpretaram e os integraram em sua arte rupestre e sistema de crenças”, explicou o paleontólogo Julien Benoit, que liderou o estudo.

 

 

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Mesmo assim, a comunidade científica tem pouca informação a respeito do conhecimenot que os indígenas tinham a respeito da paleontologia. Então, mais estudos a respeito da cultura e hábitos desses povos poderão ajudar a desvendar o mistério.
 
 
 
Fonte: com informações do portal Fatos Desconhecidos
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