03 de Maio de 2026

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Mulher em pauta - 31/01/2025

Ara Mirim Sonia Barbosa: Conheça a líder na terra indígena Pico do Jaraguá e auxiliar de enfermagem

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Foto: Reprodução/Google

Nasceu em 1975 em São Paulo, fora da comunidade indígena

Ativista do povo Guarani Mbya, Sônia Ara Mirim mora no território indígena do Pico do Jaraguá, em São Paulo (SP), a menor terra indígena do país. É brigadista florestal e atua como mestra dos saberes no Museu das Culturas Indígenas de São Paulo, além de fazer parte de coletivos e movimentos que lutam pelos direitos dos povos indígenas e da Mata Atlântica, bioma do qual pertence.

 

Nasceu em 1975 em São Paulo, fora da comunidade indígena. Sua mãe, do povo Xukuru-Kariri, chegou na cidade quando tinha cinco anos de idade, após seu pai ter sido assassinado por pessoas grileiras e sua família ter sido expulsa de suas terras na região Nordeste. Sônia cresceu ouvindo as histórias sobre sua ancestralidade e, na década de 1990, foi acolhida pela comunidade Guarani da região de Parelheiros, onde aprendeu sua língua e costumes, estando há mais de 30 anos lutando junto ao povo Guarani. “Acho que a importância da luta é essa: você não ter uma etnia específica, você sempre estar ali apoiando”.

 

Sônia é mãe de uma adolescente de 16 anos que, assim como ela, tem seu movimento de luta. “Quando ela ver o caminho certo, ela vai ser uma grande guerreira”. Para ela, é de extrema importância a valorização e reconhecimento da luta das mulheres indígenas, sem esquecer toda a violência sofrida pelas mulheres com esse protagonismo.

 

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Nos anos 2000, começou a participar do movimento das mulheres indígenas junto à cacica Jandira. “Eu comecei a perceber as mulheres quando iam falar, a força que elas tinham. Mulheres advogadas, mulheres médicas, mulheres psicólogas. E comecei a perceber que era importante estar nesses espaços “. Quando dona Jandira faleceu, em 2012, Sônia entendeu que havia chegado o momento para sua própria luta, a partir de tudo que havia vivenciado.

 

Essa luta passa pela demarcação do território indígena do Pico do Jaraguá, iniciada em 2013. Até esse ano, o povo Guarani que vive em São Paulo não era ouvido e sofria forte repressão e perseguição, e foi preciso uma ação conjunta com o Movimento Passe Livre para que houvesse mobilizações nas ruas e visibilidade ao movimento. “Foi assim que a gente começou a se fortalecer e hoje estamos aqui, sendo reconhecidas.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Sou reconhecida pelos meus parentes, não só pelo povo, mas por toda uma luta, uma trajetória, e dentro do território vamos fazendo nossos trabalhos, tentando viver um pouco melhor, porque o estado de São Paulo é um estado muito repressor, é um estado onde não somos vistos como população indígena”.

 
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Sônia não se considera uma liderança e sim uma mulher ativista que luta pelos direitos, “muitas vezes não só pelos Guaranis, mas para vários povos também. Sempre falo que líder é aquele que sempre está na linha de frente e eu geralmente estou dando resguardo. Nós estamos aqui para apoiar e com a luta seguindo em frente”. 

 

Fonte: com informações Uol

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