?O que ocorreu ontem, quarta, 13, não é um fato isolado do contexto.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vincularam nesta quinta-feira, 14, a ação de um extremista que provocou explosões na Praça dos Três Poderes, em Brasília, aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e ao “gabinete do ódio” que se instalou no Palácio do Planalto durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Ao estabelecer elo com episódios que são alvo de inquéritos na Corte, os magistrados concluíram que a investida de Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos – que morreu ao se deixar atingir pela explosão de um artefato -, é resultado do ódio político que se instalou no País nos últimos anos e serve para reforçar o combate a um movimento no Congresso pela anistia a condenados no 8 de Janeiro.
“O que ocorreu ontem, quarta, 13, não é um fato isolado do contexto. Queira Deus que seja um ato isolado, este ato. Mas o contexto é um contexto que se iniciou lá atrás, quando o famoso gabinete do ódio começou a destilar discurso de ódio contra as instituições, contra o Supremo Tribunal Federal, principalmente. Contra a autonomia do Judiciário, contra os ministros do Supremo e as famílias de cada ministro”, afirmou o ministro Alexandre de Moraes.
Veja também

Ministros veem bolsonarismo na raiz do atentado ao STF
Lula já tem mais de dez reuniões bilaterais previstas durante G20
.jpeg)
“É demonstração que só é possível pacificar o País com responsabilização dos criminosos. Não existe possibilidade de pacificação com anistia a criminosos. Nós sabemos que o criminoso anistiado é um criminoso impune. A impunidade vai gerar mais agressividade, como gerou ontem (anteontem).”O gabinete do ódio, revelado pelo Estadão em 2019, era responsável pela estratégia de comunicação digital de Bolsonaro e adotava um tom belicoso para lidar com os adversários políticos.
O diretor-geral da PF afirmou que a investigação vai confirmar se o alvo de Francisco Wanderley era, de fato, Moraes, conforme relatou a ex-mulher do autor das explosões. Questionado sobre o fato de autor do ataques ter anunciado nas redes sociais sua intenção de cometer o atentado, ele defendeu uma regulação das plataformas. “É preciso ter regras claras sobre o uso das redes sociais.”
Entre os magistrados, Moraes foi o mais contundente nas declarações. Segundo ele, “as pessoas acham que podem vir a Brasília e tentar explodir STF porque foram instigadas por pessoas com altos cargos a atacar”. Ele também afirmou que esse foi o “atentado mais grave” contra a Corte desde o 8 de Janeiro.
.jpg)
Fotos: Reprodução/Google
“A pessoa tentou ingressar no Supremo, mas foi barrada pela segurança, que percebeu que tinha artefatos amarrados, e se dirigiu até a estátua da Justiça. A ideia era tentar ingressar e explodir dentro do próprio Supremo Tribunal Federal”, afirmou. “Não podemos compactuar com a impunidade de ninguém que atente contra a democracia, contra os poderes de Estado, contra as instituições. Todos nós, independentemente do posicionamento político e ideológico, temos que nos unir sempre na defesa da democracia.”
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que participa da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-29), em Baku, no Azerbaijão, classificou a ação com bombas em Brasília como um ato “triste” e “grave”. “Triste pela perda de vida, e grave por ser um atentado à uma instituição da República, a um poder da República”, afirmou Alckmin a jornalistas. “E que deve ser apurado com extrema rapidez e extremo rigor. É isso que acredito que os órgãos de segurança farão.”
Fonte: com informações Revista IstoÉ
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.