06 de Maio de 2026

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Mulher na Política - 09/11/2024

Anielle Franco diz que letramento e regulação são caminhos contra racismo on-line

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Foto: Reprodução Google

Ministra Anielle Franco, à esquerda

Depois da morte de Marielle Franco, assassinada em março de 2018, ainda houve a violência da desinformação. A irmã da vereadora, professora Anielle Franco, e toda a família viveram dores indescritíveis quando, além do luto, sofreram com a divulgação de falsas imagens de uma pessoa que seria Marielle ao lado de acusados de crimes.

 

Seis anos depois, Anielle, agora ministra da Igualdade Racial, acredita que a tecnologia, o letramento digital nas escolas e a regulação de redes sociais e da inteligência artificial podem ser caminhos contra o racismo na internet.

 

A ministra participou, nesta sexta-feira, 8, do festival Rec´n´Play, evento de tecnologia que termina neste sábado, 9, no Recife (PE). “A saída, a meu ver, é primeiro uma discussão séria sobre quem acessa e quem não acessa (a internet). Segundo, é se letrar nas escolas e ter acesso também na própria escola (…) A garantia de direitos precisa partir da educação e fortalecer isso com os estados e municípios”, disse em entrevista à Agência Brasil.

 

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Acesso

 

 

Anielle Franco afirmou que não é possível conceber inclusão digital para pessoas pobres, negras, periféricas e faveladas sem que o Estado garanta o direito. Ela entende que os resultados de pesquisa via inteligência artificial terem vieses racistas aparecem com resultados racistas passa por quem está programando ali atrás.

 

“Se a gente reúne educação de base, investimento, e depois consegue prover, para que todo cidadão tenha acesso, entendo que pode mudar (o cenário) também. É preciso regular, fortalecer e implementar. São as saídas básicas que a gente precisa fazer”. Para a ministra, o problema do letramento é complexo. Ela exemplifica que, como professora, no período da pandemia, a maior parte dos alunos das comunidades da Maré e de Manguinhos, não tinham internet em casa.

 

“Eles contavam com estar na escola para poder ter acesso. Então essa discussão ainda é previamente antes da inteligência artificial. O ministério da Igualdade Racial tem uma ação transversal. A gente não tem condições nem faria nada sozinho sobre esse tema”.

 

Violência

 

Fotos: Reprodução Google

 

Além das áreas urbanas, Anielle apontou também a preocupação especial com as violências contra comunidades quilombolas. Ela lembrou da morte de Bernardete Pacífico no ano passado e entende que os programas de proteção de pessoas que lutam pelos direitos humanos, como era o caso da idosa na comunidade de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho (BA), precisa ser aperfeiçoado.

 

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“Eu mesma faço parte. A realidade desse acompanhamento diário, às vezes, é ineficaz. Precisa ser reformulado. A gente tem tentado pensar como melhorar a situação dos quilombos como um todo”. Ela citou a criação do programa “Aquilomba Brasil” e a parceria com órgãos do governo federal para buscar levar políticas públicas. A ministra entende que é preciso reunião de esforços de diferentes instâncias de poder. “O atendimento das demandas precisa de interesses conjuntos e também vontade política conjunta. Mas a gente tem acompanhado para tentar melhorar a situação”.

 

Fonte: com informações da Revista Cenarium 

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