30 de Abril de 2026

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Meio Ambiente - 01/11/2022

Ambientalistas e entidades listam pontos para proteção da Amazônia a partir de 2023

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Foto: Reprodução

Órgãos listados para ter reforço e mudanças são Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Ambientalistas e entidades ligadas ao meio ambiente divulgaram uma lista com eixos que a nova gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao Palácio do Planalto, deve priorizar a partir de janeiro de 2023. As medidas vão servir para reconstruir os órgãos e as políticas ambientais de fiscalização.

 

Órgãos listados para ter reforço e mudanças são Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

 

O acumulado de alertas de desmatamento em 2022, na Amazônia Legal, área que engloba nove Estados do Brasil, marca o quarto ano consecutivo da gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL), em que os alertas, por ano civil, ficam acima da marca de 8 mil. O acumulado de alertas de desmatamento na Amazônia Legal foi de 9.277 quilômetros quadrados (km²), de janeiro até o último dia 21 de outubro, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

 

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O Greenpeace Brasil destacou em nota que os desafios que o governo eleito têm pela frente não são triviais e exigirão a absoluta reconstrução de tudo aquilo que foi enfraquecido pelo atual governo. “Também sabemos que boa parte dos parlamentares eleitos para o Congresso Nacional continua representando ameaças à pauta social e ambiental. Será preciso que os compromissos assumidos pelo Governo Lula saiam do campo das promessas e sejam concretizados”, consta no comunicado.

 

A ONG considera alguns eixos importantes para reconstruir os órgãos e as políticas ambientais de fiscalização, preservação e regeneração das nossas florestas e demais ambientes naturais: Garantir os direitos, territórios e proteção dos povos indígenas e das comunidades tradicionais; Garantir a produção, distribuição e acesso dos brasileiros à comida de verdade, a um preço justo e sem veneno; Recriar espaços de participação da sociedade civil e retomar o diálogo com os movimentos sociais.

 

“Continuaremos atuando da mesma maneira em 2023: observando e denunciando ameaças de retrocessos e pressionando governos e empresas em favor de ações ambientais e climáticas ambiciosas e justas”, finaliza a nota.

 

Reconstrução

 


O secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, elencou que o momento no Brasil é de reconstrução e que a área ambiental será uma longa jornada para refazer o que foi arrasado.

 

“Acima de tudo, o País escolheu a democracia. Agora, temos que reconstruir um País destruído pela irresponsabilidade e pela incompetência. Na área ambiental, será uma longa jornada para refazer o que foi arrasado, começando pela retirada dos invasores das áreas indígenas e pela retomada do combate ao crime ambiental”, destacou. Ele fala, ainda, que o pesadelo está quase no fim “porém, não podemos esquecer que Bolsonaro ainda tem mais 3 meses com a caneta na mão e ainda pode, neste fim de mandato, promover mais retrocessos na agenda ambiental”, afirmou Astrini.

 

Univaja

 

Univaja #OrganizarParaProteger - YouTube


Eliesio Marubo, coordenador jurídico da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), entidade que fica localizada na região onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Philips foram mortos em junho de 2022, próxima à cidade de Atalaia do Norte, distante 1.136 quilômetros de Manaus, diz que a região é alvo constante da pesca ilegal e sofre com a falta de segurança. Marubo defendeu que o ministro do Meio Ambiente seja um técnico da área e que o novo governo fortaleça as instituições ambientais.

 

“Um dos maiores desafios é fortalecer as instituições e fazer com que a política de proteção ao meio ambiente volte a funcionar. Eu acredito que o outro desafio é reorganizar uma militância, uma atuação que venha por meio de organização, no próximo período. Tem muito trabalho pela frente, além disso, tem a questão de fazer prevalecer recursos financeiros para que os órgãos voltem a funcionar”, afirmou.

 

Marubo diz também que esse desafio passa pelo fortalecimento das instituições e por priorizar o orçamento. “Um fortalecimento que vai requerer muita responsabilidade, concurso público, concurso que está vigente, chamar os servidores, repassar os valores devidos desses órgãos, e ter alguém que saiba lidar com esse tema à frente do Ministério do Meio Ambiente, um técnico da área do meio ambiente”, elencou Marubo.

 

WWF-Brasil

 

WWF Brasil premiará trabalhos de restauração florestal - Observatório do 3º  Setor

Fotos: Reprodução


O WWF-Brasil também divulgou uma nota em que cita que a eleição de Lula prova que o brasileiro quer a natureza protegida e o respeito aos povos originários. Escolhido, democraticamente, por 51% dos brasileiros e brasileiras, num processo eleitoral que, assim como os anteriores, se mostrou seguro, confiável e limpo. O WWF-Brasil é uma organização da sociedade civil brasileira, apartidária e sem fins lucrativos que trabalha em defesa da vida, e para isso nosso propósito é mudar a atual trajetória de degradação socioambiental.

 

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“O resultado das eleições demonstra que, pelo menos, esse último existe: o presidente eleito disse, mais de uma vez, e voltou a reafirmar, em seu primeiro discurso após a vitória, que iria atuar firmemente contra o desmatamento ilegal, contra a invasão de terras indígenas e contra a ameaça a defensores ambientais, ao contrário do que disse e vem praticando o Governo Bolsonaro. Podemos considerar, portanto, que sua vitória é um endosso popular a essa proposta”, realçou o WWF-Brasil.

 

Fonte: Com informações da Revista Cenarium

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