Relatório divulgado nesta quinta-feira mostra que as taxas de mortes intencionais na Amazônia Legal são 54%
A taxa de mortes violentas intencionais nas cidades da Amazônia Legal foi 54% superior às do restante do país no ano passado, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta quinta-feira, 20, inclui dados de homicídios, latrocínios, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.
A taxa de mortes por 100 mil habitantes na Amazônia Legal, que abrange nove estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão) chegou a 33,8 enquanto no Brasil o índice foi de 23,4. Pelo menos 425 cidades da Amazônia possuem taxas de mortes violentas superior à média nacional.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dois fatores contribuem diretamente para o aumento da violência na Amazônia: a disputa de facções criminosas pela rota de drogas na região e o avanço do desmatamento, garimpo ilegal e conflitos fundiários. A entidade também ressalta que as capacidades institucionais dos órgãos locais de segurança pública são insuficientes ou frágeis.
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“A região, muito estratégica pela proximidade com os principais produtores de cocaína do mundo (Bolívia, Peru e Colômbia), mas também pela difícil fiscalização no território, permeado de rios e florestas, passou a ser disputada por diferentes grupos criminosos. Isso resultou no aliciamento de indígenas, quilombolas e ribeirinhos para o narcotráfico e no crescimento exponencial da violência nos territórios da floresta”, explica o Fórum.

No mesmo dia em que o relatório foi divulgado, o governo federal anunciou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Justiça, Flávio Dino, assinarão nesta sexta-feira, 21, o decreto que institui o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano AMAS), que prevê investimento de 2 bilhões de reais em recursos do Ministério da Justiça e do BNDES para implantação de estruturas e compra de equipamentos para os estados da região.

Fotos: Reprodução
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O anúncio será feito juntamente com outras medidas, que segundo o governo federal, visam o fortalecimento da política de segurança pública no país. Na cerimônia, Lula irá antecipar ainda a liberação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para os estados e o Distrito Federal — que, em 2023, somam mais de 1 bilhão de reais.
Fonte: com informações da Revista Veja
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