A Conferência marca a retomada de um espaço democrático de diálogo, após sete anos sem sua realização.
A 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), que ocorre de 15 a 19 de setembro de 2025, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), reúne cerca de 1.700 delegados de todo o Brasil para debater igualdade, democracia, reparação e justiça racial.
O tema deste ano — “Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Racial” — alinha o objetivo de reconstruir e fortalecer políticas públicas, assim como dar voz ampliada à sociedade civil, comunidades tradicionais, quilombolas, pessoas negras, indígenas, população LGBTQIA+ negra, mulheres negras, entre outros segmentos historicamente marginalizados. A Conferência marca a retomada de um espaço democrático de diálogo, após sete anos sem sua realização.
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Participação do Amazonas
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O Estado do Amazonas convocou sua V Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial nos dias 8 e 9 de agosto de 2025, em Manaus, organizada pela Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (SEJUSC), com o objetivo de eleger 63 delegados (sociedade civil + poder público) para representar o estado na etapa nacional da Conapir. As propostas discutidas nos grupos de trabalho do Amazonas serão encaminhadas à delegação para Brasília, contribuindo para as decisões nacionais.
Liderança da delegação
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A delegação do Amazonas será chefiada pelos professores Arlete Oliveira Conceição Anchieta da Silva e Gláucio da Gama Fernandes. Ambos têm atuação destacada no movimento negro, políticas de igualdade racial e instâncias de participação em Manaus e no Amazonas. Arlete Anchieta é reconhecida por sua trajetória no Serviço Social, na Educação, e por representação junto ao Fórum Permanente de
Afrodescendentes do Amazonas — envolvida em articulações de políticas afirmativas, igualdade racial e inclusão social. Gláucio da Gama Fernandes também atua no movimento negro do Amazonas, fazendo parte de comissões e fóruns estaduais que lidam com igualdade, inclusão, participação social, e elaboração de documentos de política pública.
Essa participação é estratégica para o Amazonas por diversos motivos:
1. Representatividade e voz local: possibilita que as demandas específicas do estado (quilombolas, comunidades tradicionais, população negra, povos de terreiro, etc.) sejam ouvidas e consideradas no âmbito nacional.
2. Políticas públicas efetivas: as propostas que emergirem da etapa estadual podem subsidiar planos estaduais, ações afirmativas, leis, orçamentos, programas de reparação e justiça racial.
3. Fortalecimento institucional e da sociedade civil: lideranças como Arlete e Gláucio simbolizam o engajamento da sociedade civil organizada no processo democrático, fortalecendo redes de luta e promoção de igualdade.
4. Promoção de diálogo e conscientização: a conferência nacional serve para ampliar o debate público sobre racismo, discriminação, desigualdades raciais, e formas de reparação, estimulando políticas de enfrentamento e justiça.
O que ainda se apura
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Fotos: Divulgação
• Detalhes sobre o programa específico da delegação do Amazonas, quais propostas foram priorizadas, e quais dossiers ou projetos estão sendo levados para Brasília.
• Informação sobre o número exato de delegados de cada segmento (quais são da sociedade civil, quais do setor público) além dos dois chefes de delegação.
• Atividades específicas que Arlete Anchieta e Gláucio da Gama vão coordenar ou liderar durante a Conapir.
A participação do Amazonas na 5ª Conapir representa não apenas um marco institucional, mas também um momento de reafirmação da luta de mulheres, homens e coletivos que atuam diariamente pela promoção da igualdade racial no estado. Para Maria Santana, idealizadora do Portal Mulher Amazônica e do Ela Podcast, essa mobilização tem um significado ainda mais profundo:
“É inspirador ver lideranças como a professora Arlete Anchieta e o professor Gláucio da Gama à frente da delegação do Amazonas. Eles simbolizam a força da nossa história, da nossa resistência e da nossa esperança em um futuro mais justo. O Portal Mulher Amazônica e o Ela Podcast apoiam e celebram esse momento porque acreditamos que o combate ao racismo e a promoção da igualdade racial são pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a valorização das nossas identidades. Essa é uma luta coletiva, e cada passo dado em Brasília ecoa na vida de quem vive na Amazônia e em todo o Brasil.”
Com esse respaldo, a presença do Amazonas na conferência ganha ainda mais legitimidade, fortalecendo a conexão entre movimentos sociais, instituições públicas e vozes independentes que se unem em prol da reparação, da justiça racial e da construção de uma sociedade verdadeiramente igualitária.
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