27 de Maio de 2026

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Segurança Pública - 27/05/2026

Amazonas reduz homicídios em 14,7%, mas sensação de insegurança permanece, diz especialista

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Foto: Reprodução/Google

Estado registrou 229 assassinatos a menos entre 2023 e 2024, porém roubos, furtos e avanço de facções ainda preocupam a população

A redução de 229 homicídios em apenas entre 2023 e 2024 colocou o Amazonas entre os estados com maior queda percentual de assassinatos no país em 2024 no quantitativo de -14,7%, segundo o Atlas da Violência. Apesar do avanço nos indicadores, especialistas alertam que os números ainda estão longe de representar uma realidade de segurança para a população amazonense.

 

Dados do Atlas da Violência apontam que o estado registrou 1.555 homicídios em 2023, contra 1.326 assassinatos em 2024. A queda acompanha uma tendência nacional de redução da violência letal, mas chama atenção pela intensidade. Enquanto o Brasil apresentou recuo de 9,1% no período, o Amazonas teve redução de 38,3%, ficando atrás apenas de Sergipe e empatado com Acre e Amapá entre os melhores resultados proporcionais do país.


Para o sociólogo Lúcio Carril, a diminuição dos homicídios não significa, necessariamente, uma percepção maior de segurança por parte da população. “Homicídios são crimes pontuais. A redução desses crimes pode não se traduzir em sensação de segurança”, afirma.Segundo o especialista, o sentimento de violência está mais ligado aos crimes que afetam diretamente a rotina da população, como roubos, furtos e assaltos. Além disso, ele destaca o avanço das facções criminosas no Amazonas, principalmente em municípios do interior, como um fator que mantém elevada a sensação de insegurança.

 

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Foto: Reprodução/Google

 

“A população sente aquilo que lhe afeta no dia a dia. Enquanto ocorre um homicídio numa manhã em determinada mancha urbana, ocorrem dezenas de roubos e furtos. Isso termina por elevar a sensação de insegurança”, explica.

 
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Carril ressalta ainda que a violência contra a mulher e os crimes patrimoniais continuam sendo desafios permanentes para o estado. Para ele, o enfrentamento da criminalidade exige mais do que a redução dos assassinatos. “É preciso mais policiamento ostensivo e inteligência para desbaratar redes de receptação e fazer reduzir os crimes do dia a dia”, completa. 

 

Fonte: com informações Acrítica

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