Número ainda é menor do que o registrado durante outubro de 2023, mas fica na segunda posição da série histórica do Inpe.
Com mais de 2,5 mil focos de queimadas em outubro, o estado do Amazonas enfrenta um dos piores períodos de devastação florestal das últimas décadas. Esse cenário alarmante faz deste outubro o segundo mais devastador em 26 anos, perdendo apenas para o recorde atingido em 2023, quando foram registrados 3.858 incêndios em um único mês.
A situação é crítica. Em 2024, o Amazonas já soma mais de 24 mil queimadas, consolidando-se como o pior ano da série histórica de monitoramento pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em resposta à gravidade da situação, o estado permanece em estado de emergência ambiental desde julho, quando o problema começou a se intensificar. Nos meses de agosto e setembro, a fumaça encobriu todas as 62 cidades do Amazonas, e uma mancha de fogo de 500 km de extensão espalhou-se pela região, deteriorando a qualidade do ar.
A seca extrema agrava ainda mais o cenário. Com níveis de chuva abaixo da média e temperaturas elevadas, as queimadas avançam rapidamente, e mais de 800 mil pessoas em todo o estado estão sendo impactadas. Em Manaus, o Rio Negro atingiu o nível mais baixo em mais de 120 anos, alcançando apenas 12,11 metros. Esse fenômeno alterou significativamente o Encontro das Águas e forçou o fechamento da Praia da Ponta Negra, um ponto turístico da cidade. A baixa do rio trouxe ainda bancos de areia para a orla, afastando embarcações e prejudicando o escoamento da produção industrial. Empresas do Polo Industrial de Manaus foram obrigadas a instalar um píer flutuante em Itacoatiara para contornar a situação.
Veja também

 17_14_55_90c91eea.jpg)
Seca mudou o visual de área portuária no Centro de Manaus (Foto: Willian Duarte/ Rede Amazônica)
O comportamento do Rio Negro segue o fenômeno conhecido como "repiquete", em que o nível das águas oscila. Após atingir o mínimo histórico, o rio teve uma leve subida, mas recuou novamente. Segundo o Serviço Geológico do Brasil, a situação pode se prolongar até dezembro, caso as chuvas continuem abaixo do esperado.
Enquanto isso, o Amazonas aguarda respostas das autoridades sobre as medidas adotadas para conter a devastação. A gravidade da crise ambiental no estado revela o impacto de uma combinação explosiva de clima seco, altas temperaturas e falta de ações efetivas.
Fonte: com informações do g1
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.