21 de Abril de 2026

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Política no Amazonas - 22/10/2022

AM registrou aumento de 46% na taxa de assassinatos no governo Braga, mostra levantamento

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Foto: Reprodução do AM post

A informação é de levantamento realizado nos indicadores do Atlas da Violência.

A gestão do ex-governador e atual senador Eduardo Braga (MDB), que durou de 2003 2010, registrou um aumento de 46,6% na taxa de assassinatos a cada 100 mil habitantes, considerando os dados analisados até 2009. A informação é de levantamento realizado nos indicadores do Atlas da Violência, que é um portal que organiza e disponibiliza informações e publicações do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a violência no Brasil. O estudo permite fornecer suporte técnico e institucional às ações do governo para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento.

 

No primeiro ano de Braga no governo, dezembro de 2003, a taxa de assassinatos, no Amazonas, era de 18,41 para cada 100 mil pessoas, de acordo com o Atlas da Violência. No ano seguinte, o índice reduziu para 16,97, mas apresentou aumento em 2005, com taxa de 18,53.

 

Em 2006, o indicador mostrou nova ampliação para 21,11 e o índice se manteve, em 2007, com 21,10. Em 2008, a taxa de mortes violentas sofreu um novo acúmulo de 24,84 e finalizou 2009 com uma taxa de 26,99 mortes para cada 100 mil pessoas no Estado.

 

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De 2003 a 2006, primeiro mandato de Braga, o principal desafio da segurança pública no Amazonas eram as chamadas “galeras”, termo dado às gangues de ruas, em sua maioria, formada por jovens com idade entre 16 e 29 anos que praticavam atos infracionais e crimes.

 

 

O aumento da violência na gestão dele ocorreu no mesmo período em que foi criada a Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai), vinculada à Secretaria de Segurança Pública (SSP/AM), sob a justificativa de monitorar e combater o crime organizado. Entre as funções da Seai estavam a de acompanhar e classificar a difusão das informações, criando mecanismos de proteção de dados, manter intercâmbio com a comunidade de informações, instituições de bancos de dados e órgãos auxiliares do sistema de segurança.

 

Uso político?

 

Fotos: Reprodução

 

O surgimento da Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência levantou um debate dentro da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na época, sobre seu uso político para monitorar adversários do Governo Braga.

 

Em 2009, a Seai foi a responsável por começar a investigação de um opositor de Eduardo Braga na Aleam, o ex-deputado Wallace Souza, cuja apuração policial ficou conhecida como “Caso Wallace” e virou documentário da Netflix. Wallace teve um problema de saúde agravado e morreu no ano seguinte.

 

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O político era apresentador de televisão e foi eleito deputado estadual três vezes – 1998, 2002 e 2006. Ele chegou a ser, proporcionalmente, o parlamentar mais votado do Brasil e tinha o sonho de ser governador do Amazonas.

 

Com base em investigações iniciadas a partir da Seai, Wallace foi acusado de ser chefe de uma facção criminosa e de ordenar a morte de traficantes rivais para exibir em seu próprio programa, o extinto “Canal Livre”. O caso não chegou a ser julgado.

 

Fonte: Com informações da Revista Cenarium 

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