Gilberto Gonçalves, prefeito de Rio Largo, e Arthur Lira.
Aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves (PP), foi preso pela Polícia Federal na segunda-feira (22), na casa onde mora na cidade. Afastado do cargo desde o dia 11 de agosto, Gonçalves é investigado pela Polícia Federal por crimes de desvio de recursos públicos federais, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com recursos do Orçamento Secreto desviados do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo investigação da PF, Gonçalves teria usado empresas de fachada para desviar parte dos mais de R$ 15 milhões destinados via orçamento secreto para o município.
No total, segundo a PF, R$ 10,6 milhões em repasses feitos pela prefeitura às empresas Litoral e Reauto foram sacados por funcionários na boca do caixa, num total de 245 saques com o valor individual de R$ 49 mil, logo após serem recebidos pelo município.
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Foto: Reprodução
O valor é uma maneira de burlar o sistema de controle do Banco Central/COAF, que prevê a obrigatoriedade das instituições bancárias informarem automaticamente transações com valores iguais ou superiores a R$ 50 mil.
Gonçalves foi afastado do cargo pela Justiça no dia 11 de agosto. Mas, no lugar dele assumiu a esposa, Cristina, que também é vice-prefeita.
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Nas redes, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), adversário político de Lira, disse que a prisão é "advertência" para outras cidades do estado que utilizam do mesmo método para desviar recursos do orçamento secreto.
A prisão do prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves, é a primeira do orçamento secreto. É uma advertência às demais cidades e aos métodos de Arthur Lira que, cinicamente, continuou a liberar recursos para o “beco da propina” e outros escândalos. https://t.co/jVEAJIfKZ7
— Renan Calheiros (@renancalheiros) August 22, 2022
Fonte: Revista Fórum
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