23 de Abril de 2026

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Política - 16/06/2022

Alexandre De Moraes: ataques às eleições e ao judiciário são ataques contra a democracia

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Foto: Reprodução

Magistrado considerou que ataques à liberdade de imprensa, às eleições e à independência do Judiciário são atentados à democracia

Eleito para presidir o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a partir de agosto, o ministro Alexandre de Moraes defendeu a garantia da inelegibilidade de condenados como instrumento capaz de fortalecer a democracia. A afirmação foi feita durante o Eneje (Encontro Nacional de Escolas Judiciárias Eleitorais) ontem, quarta-feira (15).

 

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quarta-feira, 15, que os ataques às eleições e ao Poder Judiciário são ataques contra a democracia.

 

“Não há democracia sem liberdade de expressão e imprensa livre. Não há democracia sem eleições periódicas, transparentes e diretas. Não há democracia sem Poder Judiciário independente. São os três pilares da democracia que o Brasil adota”, afirmou. “O ataque a qualquer desses pilares é o ataque à democracia.”

 

"Não permitir que seja candidato quem praticou crimes ou corrupção é fortalecimento da democracia. Precisamos fazer chegar na ponta as principais ideias da democracia, para lá na frente a gente não se arrepender", disse Moraes.

 

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 O magistrado também enfatizou a defesa da liberdade de imprensa, das eleições periódicas e da independência do Judiciário. "O ataque a qualquer um desses pilares é ataque à democracia e um discurso populista. E isso é no mundo todo. A Alemanha precisou colocar na grade curricular o estudo do Holocausto porque, com o tempo, as pessoas esquecem os horrores de regimes não democráticos", salientou.

 

 

 Moraes: 'Garantir inelegibilidade de condenados

fortalece a democracia'

 

Alexandre de Moraes vem dando declarações fortes sobre o posicionamento do TSE em alguns temas eleitorais, como a cassação de quem divulga fake news. No fim de maio, em evento para diplomatas na Corte, o ministro deixou claro que a lei de inelegibilidade prevê o afastamento de políticos que produzam notícias falsas.

 

"Notícias fraudulentas divulgadas por redes sociais que influenciem o eleitor acarretarão a cassação do registro daquele que as veiculou", afirmou Moraes, para quem "a Justiça Eleitoral está preparada para combater as milícias digitais".

 

Alinhamento com Edson Fachin

 

Fotos: Reprodução

 

O presidente do TSE, Edson Fachin, também esteve no evento e disse que é preciso enfrentar o autoritarismo e as ameaças à democracia. O magistrado comentou as fake news, que chamou de "equívoco semeado", e afirmou que o combate à informação falsa é um desafio da atualidade e "impõe a defesa da legalidade constitucional".

 
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"O que se observa hoje é uma percepção negativa da atividade política e dos políticos. Isso tem se transferido às instituições, o que coloca em xeque o valor democrático em si. Há um equívoco semeado que leva a uma crise de representatividade, e este equívoco semeado também semeia cenários de apatia e fomenta a intolerância política. São desafios do nosso tempo", disse Fachin.

 

Fonte: Revista IstoÉ / Portal R 7

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