Conselho de Ética da Alesp abriu o processo contra a deputada Mônica Seixas (PSol) após uma discussão com a secretária Sonaira Fernandes
Por sete votos a um, o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aceitou, nesta terça-feira, 24/10, abrir um processo contra a deputada estadual Mônica Seixas (PSol) por quebra de decoro parlamentar após uma discussão com a secretária de Políticas para a Mulher, Sonaira Fernandes (Republicanos), em agosto deste ano.
O processo pode resultar na perda de mandato da deputada, como ocorreu com o ex-deputado Arthur do Val, o Mamãe Falei, na legislatura anterior. Mamãe Falei, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), teve o mandato cassado após o vazamento de mensagens misóginas sobre mulheres ucranianas.
No caso de Mônica, houve um bate-boca com Sonaira durante uma reunião da Comissão de Defesa e dos Direitos das Mulheres, da qual a secretária participou para apresentar ações de sua pasta.
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Na sessão, Mônica citou o fato de a pasta comandada por Sonaira ter pouca verba e criticou a secretária bolsonarista por se dizer antifeminista – o que lhe rendeu o apelido de “Damares de São Paulo”.
“Eu ia me solidarizar com a secretária, mas respeito muitíssimo a autonomia dela e ela declarou aqui muitas vezes que está nesse lugar porque assim o deseja. E a gente também sabe que mulheres e negros que são usados como token para atrasar a luta das mulheres e a luta de negros e negras também estão nesse lugar, muitas vezes, porque querem”, disse Mônica.
O termo token era utilizado pelo ativista do movimento negro, Martin Luther King, para se referir à falsa inclusão racial e foi incorporado às pautas sobre minorias.
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Fotos: Reprodução
Ao responder a psolista, Sonaira afirmou ter sido chamada de “massa de manobra” e pediu respeito à deputada.
“Deputada, eu preciso dizer para a senhora que o respeito precisa começar por nós. Quando a senhora diz que eu me presto ao papel de servir de massa de manobra, a senhora está claramente me desrespeitando e cometendo violência”, disse Sonaira. Deu-se início a uma discussão entre as duas e a deputada Valéria Bolsonaro, presidente da Comissão de Direitos das Mulheres e responsável por protocolar o processo contra Mônica no Conselho de Ética, encerrou a sessão.
Fonte: com informações do Portal Metrópoles
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