Advogado-geral da União terá pouco tempo para fazer campanha; votos de 41 senadores são exigidos para nomeação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), marcou para 10 de dezembro a sabatina que os senadores farão com Jorge Messias, advogado-geral da União e indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) desde que o ministro Luís Roberto Barroso se aposentou.
Na data em questão, Messias responderá aos questionamentos dos integrantes da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e, em seguida, terá a indicação votada no plenário da Casa. Para garantir a nomeação, a indicação precisa ter a concordância de ao menos 41 dos 81 senadores.
Os parlamentares não rejeitam uma indicação presidencial desde 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. No caso de Messias, há incerteza quanto a isso porque Alcolumbre e outros senadores defendiam publicamente a indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente da Casa.
Veja também

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, vai cumprir pena na penitenciária da Papuda
Alcolumbre diz que Senado seguirá rito de análise da indicação
.jpg)
Foto: Divulgação
Sob condição de anonimato, um senador disse à IstoÉ que qualquer outro escolhido do petista teria dificuldade em conquistar os votos necessários à revelia do presidente do Senado. Conforme reportou o jornal O Globo, Alcolumbre nem sequer tem respondido às tentativas de contato de Messias.
A rapidez para marcar sabatina e a votação desperta, ao mesmo tempo, alívio e receio em integrantes do governo. Por um lado, afasta o fantasma de que se repetisse o cenário da escolha do ministro André Mendonça, que aguardou 141 dias entre a indicação de Jair Bolsonaro (PL) e a sabatina. Por outro, Messias terá menos tempo para circular por gabinetes e ganhar apoios a tempo da votação, uma tradição de indicados à corte.
Fonte: Com informações Revista IstoÉ
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.