Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento cobra envolvimento prático na defesa do planeta e das futuras gerações. Geraldo Alckmin falou em evento preparatório para a COP 30, em Brasília
O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, reforçou a necessidade de a comunidade internacional agir com responsabilidade para a transição energética e ambiental, durante reunião ministerial preparatória para a COP 30, que reuniu em Brasília, na segunda-feira, 13/10, 67 delegações dos cinco continentes.
“Convoco a todas e a todos a compartilharmos essa preocupação ambiental e esse amor ao próximo não apenas em nossos discursos, mas em ações concretas, em benefício de toda a comunidade internacional e como legado para as gerações futuras”, afirmou Alckmin.
Em sua fala, o presidente em exercício destacou os três objetivos centrais propostos pela Presidência brasileira da COP 30: Reforçar o multilateralismo e o regime de mudança do clima no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC); conectar o regime climático à vida real das pessoas; e acelerar a implementação do Acordo de Paris por meio de estímulo a ações e ajustes estruturais.
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“Acredito que esse esforço coletivo de cooperação entre os povos deve ser canalizado aqui nas negociações da COP e concentrado nas contribuições nacionalmente determinadas dos países ao Acordo de Paris – as NDCs”, ressaltou.Alckmin relembrou o compromisso brasileiro, apresentado na COP 29, em Baku, de reduzir as emissões líquidas de gases de efeito estufa no Brasil de 59% a 67% até 2035, em comparação aos níveis de 2005. “Trata-se de um plano ousado, mas realistas, de corte de emissões, que prevê o crescimento econômico aliado à transição energética e à proteção das florestas, refletindo o compromisso com o desenvolvimento sustentável”, detalhou.
COMPROMISSO — O presidente em exercício relembrou o compromisso brasileiro, apresentado na COP29, em Baku, de reduzir as emissões líquidas de gases de efeito estufa no Brasil de 59% a 67% até 2035, em comparação aos níveis de 2005. “Trata-se de um plano ousado, mas realista, de corte de emissões, que prevê o crescimento econômico aliado à transição energética e à proteção das florestas, refletindo o compromisso com o desenvolvimento sustentável”, detalhou.

A matriz energética brasileira, com mais de 80% provinda de fontes renováveis, e a descarbonização resultante do combate ao desmatamento, que teve uma queda de 50% na Amazônia nos últimos dois anos e meio, também foram elencados por Alckmin como exemplos do comprometimento do Brasil com uma transição energética e ambiental mais justa e inclusiva.
“Queremos continuar liderando com o exemplo. Criamos o Programa Mover, Mobilidade Verde, estimulando as empresas para a inovação e a sustentabilidade”, afirmou Alckmin. “A Lei do Combustível do Futuro estabelece metas obrigatórias de descarbonização para a aviação, começando em 1% de uso de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) a partir de 2027 e crescendo progressivamente até 10% em 2037”, complementou.

Alckmin concluiu apontando o quanto o país está preparado para a transição climática, apresentando resultados concretos, legislação moderna e governança integrada, ao mesmo tempo em que clamou para que os demais países ajam com responsabilidade. “É com esse olhar que o Brasil chega à COP: como um país que acredita que ética, inovação e sustentabilidade não são caminhos paralelos, mas o mesmo caminho – o caminho da responsabilidade compartilhada pelo futuro comum da humanidade.
BALANÇO ÉTICO GLOBAL — Durante a abertura oficial da Pré-COP, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, explicou o Círculo do Balanço Ético Global (BEG), um dos quatro Círculos de mobilização da Presidência da COP30. O BEG, inspirado no Balanço Global do Acordo de Paris, nasceu da convicção de que a ética não pode ser vista como um recurso retórico no debate climático.
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Fotos: Reprodução/Instagram
"A ética é, sobretudo, um de seus principais fundamentos. A ética é o que dá sentido à ação. É o que nos lembra que enfrentar a emergência climática é também enfrentar uma crise moral e civilizatória. O BEG propõe um espaço de escuta da sociedade global sobre a articulação entre decisões políticas e a urgência de implementá-las, sob uma perspectiva ética", argumentou.
De acordo com a ministra, o BEG amplia a agenda climática para incorporar dimensões culturais, raciais, intergeracionais e territoriais, reconhecendo que a transição necessária é tanto técnica quanto dos princípios e valores humanos. "As mensagens do Balanço Ético Global foram claras: fortalecer o multilateralismo e valorizar a diversidade não são meras escolhas — são um imperativo ético. O BEG é, acima de tudo, um convite à esperança. Ele nos lembra que a ação climática só será eficaz se também for ética. E que não haverá liderança global sem liderança moral".
Apesar de não integrar o calendário de eventos oficiais da UNFCCC, a reunião preparatória apresenta uma oportunidade estratégica para que os países alinhem posições políticas e técnicas sobre os principais desafios da agenda climática global, como transição energética, adaptação e preservação da biodiversidade, financiamento climático, entre outros.
CARTAS — As delegações foram recepcionadas no evento com mensagens de crianças e adolescentes brasileiros junto com uma carta do presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago. A iniciativa, realizada pelo Alana e pelo UNICEF em parceria com a Presidência da COP30, contemplou 1.300 mensagens, escritas e/ou desenhadas por crianças de 10 estados e do DF especialmente para o evento, nas quais compartilham suas relações com a natureza, contam como as mudanças climáticas afetam suas comunidades e fazem pedidos diretos aos líderes globais.
Fonte: com informações Gov
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