Parte vê o encontro como uma ?arapuca? e outra vê a possibilidade de ser um ?gesto de pacificação? e um meio de fazê-lo acelerar o reconhecimento da vitória de Lula.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão divididos sobre o pedido de Bolsonaro para se reunir com integrantes da corte. Parte vê o encontro como uma “arapuca” e outra vê a possibilidade de ser um ”gesto de pacificação” e um meio de fazê-lo acelerar o reconhecimento da vitória de Lula.
Como revelou O Globo, Bolsonaro quer se encontrar com ministros do STF no Palácio da Alvorada ainda nesta terça-feira, antes de fazer um pronunciamento sobre o resultado das eleições.
Um magistrado chegou a se dirigir para Palácio do Alvorada, onde aconteceria o encontro, mas deu meia volta após a maioria dos integrantes da corte avaliar que a realização e o horário da reunião deveriam ser repensados. A presidente do STF, Rosa Weber, quer ouvir todos os integrantes da corte para que a decisão seja tomada de forma colegiada.
Veja também

Lula busca PSD, União Brasil e MDB para ampliar futura base na câmara
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2022/S/H/AFADcPQzAtDiYRvum1CA/101038118-brazilian-president-jair-bolsonaro-c-makes-a-statement-for-the-first-time-since-sunday.jpg)
Foto: Reprodução
Colegas de Rosa relataram que ela chegou a sinalizar que aceitaria o encontro com o presidente, mas relataram que, posteriormente, a presidente optou por ouvir todos os integrantes do Supremo.
O ministro Alexandre de Moraes faz parte do grupo que avalia que o encontro com Bolsonaro não deve acontecer enquanto o presidente não reconhecer o resultado da eleição. Um dos temores da ala que defende não ir à reunião é que ele use a agenda com o STF para tentar colar um selo de institucionalização em qualquer contestação do resultado das urnas. Outro magistrado disse que não descarta a possibilidade do presidente apresentar um “relatório tabajara de desinteligência sobre as urnas”.
Os membros da corte que defendem agenda com Bolsonaro avaliam que podem usá-la para convencer o presidente a reconhecer o resultado da eleição com mais celeridade e ajudar a estancar a crise de bloqueios das estradas. É consenso, porém, que a decisão precisa ser tomada conjuntamente pelo STF.
Fonte: Com informações do Portal O Globo
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.