18 de Abril de 2026

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Violência contra Mulher - 15/08/2023

Advogada assassinada em MT: Corpo apresentava sinais de violência sexual, apontam laudos

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Foto: Reprodução

Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, de 48 anos, também sofreu várias lesões aparentes por espancamento e foi morta por asfixia

Encontrada morta na tarde do último domingo, em Cuiabá, a advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, de 48 anos, apresentava sinais de violência sexual, apontam laudos preliminares da perícia, divulgados nesta terça-feira. A Polícia Civil, no entanto, não trata o caso como estupro qualificado por homicídio. O crime é considerado feminicídio. Para o delegado Marcel Gomes de Oliveira, responsável pela investigação, a vítima foi “espancada e asfixiada até a morte pelo fato de ser mulher”.

 

Preso preventivamente, o suspeito do crime é o ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis, de 49 anos. Reis foi autuado em flagrante por feminicídio. Nesta segunda-feira, a prisão foi convertida em preventiva. De acordo com os investigadores, há “diversos indícios da autoria do suspeito do crime”. Ele havia conhecido Cristiane na noite do assassinato em um bar situado na capital mato-grossense.

 

A vítima foi encontrada pelo próprio irmão. Ele localizou a vítima dentro de um veículo no bairro Parque das Águas após usar um aplicativo de rastreamento. A advogada apresentava várias lesões aparentes por espancamento e foi morta por asfixia.

 

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O irmão se encarregou de levar o corpo de Cristiane para um hospital por volta das 14h25 de domingo. Mas a advogada já estava sem vida. As investigações começaram após a Polícia Civil ser acionada pela unidade de saúde para a liberação dos restos mortais.

 

Encontro com o assassino

 

Fotos: Reprodução

 

Cristiane havia passado a tarde de sábado em um churrasco com a família e amigos. Por volta das 22h, ela decidiu ir a um bar nas proximidades da Arena Pantanal. No estabelecimento ela conheceu Reis. E depois deixou de manter contato com seus parentes.

 

Preocupado, o irmão da vítima acessou um aplicativo que indicou que o celular dela estaria no Parque das Águas. Ele foi até o local e encontrou Cristiane dentro do seu próprio carro, um veículo Jeep. Ela estava no banco do passageiro.

 

Os investigadores chegaram ao suspeito do crime após descobrirem que a vítima esteve em uma casa no bairro Santa Amália. Imagens de câmeras de segurança mostraram o carro de Cristiane saindo da residência, na parte da manhã, com Reis na direção.

 
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Reis admitiu ter dormido com a vítima na casa. De acordo com a polícia, ele deu declarações contraditórias ao ser questionado sobre o envolvimento com a morte de Cristiane. "Na casa, os policiais da DHPP, do IML e da Criminalística colheram diversos indícios da autoria do suspeito no crime", informou a polícia.

 

"Foi um crime bárbaro que ficou caracterizado pelo feminicídio praticado em razão do gênero da vítima, sendo a vítima espancada e asfixiada até a morte pelo fato de ser mulher", disse Oliveira. Ele investiga o caso com também delegado Ricardo Franco.

 

Fonte: com informações do Portal O Globo 

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