O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, durante entrevista coletiva em Kiev
Concordar com a Rússia em pautas que levariam a alterações no território da Ucrânia está fora de cogitação, disse o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, em entrevista concedida à revista britânica The Economist na última sexta (25).
Ele se referia a algumas das demandas de seu homólogo russo, Vladimir Putin, para acabar com a guerra: o reconhecimento da Crimeia anexada em 2014 como russa e as ditas repúblicas separatistas do Donbass, no leste, como independentes.
"É possível que alguns compromissos, que não arrisquem nossa soberania, sejam feitos para salvar vidas", afirmou Zelenski. "Mas compromissos que arrisquem a desintegração do país, como os que Putin propõe —ou melhor, exige— nunca serão feitos."
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O líder ucranaino tem dado declarações divergentes sobre o assunto. Em comentários recentes a jornalistas russos, por exemplo, sinalizou que a Ucrânia estaria disposta a discutir o status das regiões separatistas.
À Economist, porém, foi enfático ao negar a possibilidade de um entendimento: "Venceremos enquanto permanecermos firmes em não ceder a essas demandas, e acho que estamos vencendo".
Ainda na entrevista, Zelenski criticou as sanções impostas a Moscou, descritas por ele como tímidas, e mandou recados para a Otan (aliança militar ocidental). Sem citar nomes, disse que alguns dos países da aliança "não se importam com uma guerra longa porque isso significaria levar ao esgotamento da Rússia, mesmo que signifique o fim da Ucrânia e custe a vida de milhares de ucranianos".
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Ele também fez acenos positivos ao presidente dos EUA, Joe Biden, e ao premiê do Reino Unido, Boris Johnson. Sobre a Alemanha de Olaf Scholz, disse que o país, que depende do gás russo, tem enviado ajuda, ainda que mantenha postura mais pragmática. Ainda assim, disse achar que "os alemães estão cometendo um erro".
Fonte: Folha de São Paulo
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