Principal ato das centrais ocorre em São Paulo, com Lula; já aliados do presidente irão às ruas em SP, Rio e Brasília
Os atos de 1º de Maio chegam às ruas nesta sexta-feira com a pauta trabalhista no centro da disputa política, especialmente o fim da escala 6x1 e a redução da jornada sem corte salarial. Manifestações da esquerda ocorrem de forma descentralizada e sem a presença do presidente Lula, em meio à tentativa de pressionar o Congresso após derrotas recentes do governo. Além da jornada de trabalho, as centrais sindicais levam reivindicações como combate à pejotização, regulamentação do trabalho por aplicativos, negociação coletiva e proteção social.
Marina Silva, Simone Tebet e Fernando Haddad, que devem participar da corrida eleitoral paulista neste ano, estão entre os nomes que fazem discursos nos atos da capital paulista. Grupos alinhados à direita promovem atos contra o governo na avenida Paulista. O protesto, convocado pelo grupo Patriotas do QG, cujo lema é "Flávio presidente, Bolsonaro livre e supremo é o povo", começou esvaziado pela manhã.
Pais e mães trabalhando seis dias por semana não conseguem acompanhar educação dos filhos, diz ministro da Educação
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, participou da mobilização de 1º de Maio em São Bernardo do Campo, no ABC. Em seu discurso, Barchini afirmou que o fim da escala 6x1 deverá ter impacto na educação dos jovens. "Pais e mães trabalhando seis dias por semana não conseguem acompanhar a educação dos filhos."
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A pressão hoje é para que o Congresso vote o fim da escala 6x1, diz presidente da CUT
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Alinhado ao discurso de todo o governo, o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Sergio Nobre, afirmou que o principal foco das mobilizações deste 1º de Maio é pressionar o Congresso Nacional pela redução da jornada de trabalho sem corte de salário, com votação pelo fim da escala 6x1 ainda neste mês. Segundo ele, a atual organização do trabalho no Brasil é ultrapassada e incompatível com o século 21, reforçando a crítica já feita pelo presidente Lula. Nobre disse que há uma demanda social crescente por mais tempo de convivência familiar e melhor qualidade de vida, o que exige sensibilidade do Legislativo.
O que aconteceu no Congresso foi uma vergonha, diz Anielle Franco
A ex-ministra da Igualdade Racial do governo Lula (PT), Anielle Franco, disse nesta sexta-feira (1°) que "o que aconteceu no Congresso nesta semana foi uma vergonha". A declaração ocorreu em um discurso de cerca de um minuto em ato de 1° de Maio em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Anielle é pré-candidata a deputada federal pelo PT fluminense. A fala da ex-ministra vem após duas derrotas do governo Lula nos últimos dias. Na quarta (29), o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Um dia depois, na quinta (30), o Congresso derrubou o veto de Lula ao projeto de lei da dosimetria. A proposta que havia sido vetada por Lula reduz a pena dos condenados por tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Depois do discurso de Anielle, outros políticos do Rio fizeram críticas ao Congresso.
Ato do 1º de Maio tem agressão de GCM em São Bernardo
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Na festa do ABC, a reportagem presenciou a GCM de São Bernardo agredindo um participante no carro da guarda. A Guarda informou para a reportagem, no local, que ele teria tentado entrar na área VIP, agredido um agente e tentado pegar sua arma. Procurada a assessoria da guarda não respondeu. Outros participantes relataram que ele estava embriagado. Policiais também retiraram um autônomo que estava vendendo bebias na festa do ABC.
Manifestação vazia na Paulista registra pequenos tumultos
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Na avenida Paulista, por volta das 14h45, ocorreu uma confusão envolvendo uma mulher que passava pela via e os manifestantes que estavam na frente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). No horário, havia cerca de cem pessoas no local. A mulher, que não quis se identificar à Folha, se envolveu em um bate-boca com os bolsonaristas após, segundo uma das manifestantes, fazer um "L" com os dedos da mão, em alusão a Lula. Um homem a empurrou e ela caiu. Em seguida, houve correria e rapidamente a Polícia Militar interveio.
A moça ainda levou um puxão de cabelo de uma segunda manifestante, antes de ser protegida por um terceiro membro da manifestação, de camiseta da seleção, e escoltada por policiais. Ela ficou com um corte na orelha após a confusão e afirmou que registraria um boletim de ocorrência. "Me bateram, estou toda sangrando", disse a moça. Na hora, aos policiais presentes, ela disse que seu companheiro foi confundido com uma apoiadora do grupo, o que a irritou, e em resposta foi em direção ao grupo. "Eu não agredi ninguém. Eu não falei nada. Começaram a olhar para ele pela camisa, eu fiz isso. Eu apanhei por isso", disse.
Mais cedo, outro empurra-empurra ocorreu por motivo parecido. A assistente de classe Erika Borges, de 19 anos, passava pela calçada com um namorado quando reagiu a críticas de uma manifestante, no carro de som, feitas a mulheres "esquerdistas". Ela mostrou o dedo do meio para o grupo e, em seguida, também houve um empurra-empurra. Erika foi retirada do local por policiais e questionou os soldados que a afastaram dali porque eles estavam retirando-a -não os demais manifestantes. Um dos soldados disse que a retirada era para garantir a segurança dela mesma e que os manifestantes estavam lá exercendo o direito deles. A jovem, em seguida, foi embora.
Após derrota no Congresso, governo aposta em pressão de trabalhadores pelo fim da escala 6x1
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o governo cumpre seu papel de provocar o debate sobre o fim da escala 6x1, mas que a responsabilidade de pressionar para a aprovação da redução da jornada de trabalho sem redução de salário seria da sociedade. "A manifestação da sociedade é muito importante nesse processo, porque o Congresso nós conhecemos, sabemos que o Congresso que é. Então, é preciso que a sociedade entre em campo, continue em campo, exigindo que essa deva ser uma conquista deste momento para a classe trabalhadora, em especial para as mulheres", afirmou durante os atos de 1º de Maio em São Bernardo do Campo (ABC).
Escala 6x1 estará enterrada até julho, diz Boulos, ministro da Secretaria da Presidência
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirma acreditar que a escala 6x1 estará "enterrada" até o fim de julho. Segundo ele, se o projeto de lei enviado pelo presidente Lula ao Congresso não for aprovado até lá, a pauta ficará trancada. "Eu acredito muito, depois do projeto com urgência do presidente Lula, que até julho a escala 6x1 está enterrada no Brasil", disse, durante o ato pelo 1º de Maio em São Bernardo do Campo (ABC).
Batalha do ano é fazer Congresso aprovar fim da escala 6x1 antes das eleições, diz Haddad em ato no ABC paulista
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O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad e pré-candidato ao governo de São Paulo defendeu que o Congresso aprove o fim da escala 6x1 antes das eleições de outubro. "A batalha do ano é fazer o Congresso aprovar, antes das eleições, a revisão da jornada 6x1", disse, no palco do ato do 1º de Maio em São Bernardo do Campo (ABC paulista) nesta sexta-feira (1º). "Já está no Congresso e, se não tiver mobilização da classe trabalhadora, isso vai sendo adiado, vai sendo adiado."
Classe trabalhadora meteu o pé na porta pelo fim da escala 6x1, diz líder do VAT
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Fotos: Reprodução/Google
O vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo (PSOL), fundador do movimento VAT (Vida Além do Trabalho), afirmou nesta sexta-feira (1º) que a mobilização de trabalhadores criou um cenário "mais que propício" para o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de folga na semana). Ele participou à tarde de um ato de 1° de Maio em Copacabana, zona sul do Rio, convocado pelo VAT em parceria com outros movimentos sociais.
Entregadores de apps se juntam a ato de 1° de Maio no Rio
Entregadores de aplicativos se juntaram a movimentos sociais no ato de 1° de Maio em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, na tarde desta sexta-feira. O grupo chegou à manifestação em uma marcha ao som de buzinas de motos e campainhas de bicicletas. Os trabalhadores também gritaram pedindo respeito à categoria.
Fonte: com informações da Folha ao vivo
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