23 de Abril de 2026

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Política - 02/09/2021

A XERIFE CONTRA AS MILÍCIAS DIGITAIS! Denisse Ribeiro chefia a investigação sobre os ataques às instituições democráticas

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Foto: Reprodução

Denisse Ribeiro, delegada que chefia a investigação sobre os ataques às instituições democráticas, já atuou em casos de corrupção e tráfico de mulheres

As milícias digitais bolsonaristas e os grupos que atacam a democracia encontraram pela frente uma adversária de peso: a delegada Denisse Dias Rosas Ribeiro, escalada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para conduzir os dois inquéritos que investigam essas organizações.

 

Em 13 de agosto, ela prendeu o ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, por ameaças aos ministros do STF. Recentemente, solicitou que repasses de dinheiro para canais que espalham fake news fossem suspensos — e foi atendida pelo ministro Luís Felipe Salomão, do TSE.

 
O primeiro inquérito dos ataques contra a democracia foi encerrado após pedido do Procuradoria Geral da República, Augusto Aras.

 

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O ministro Alexandre de Moraes, no entanto, abriu novo processo para investigar as milícias digitais. Nesse inquérito, a PF analisa contas falsas derrubadas pelo Facebook que seriam do senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ) e do vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos).

 

Segundo Moraes, os elementos levantados pela PF indicam “a existência de uma verdadeira organização criminosa.” O inquérito atual, também conduzido pela delegada Denisse, tem prazo de 90 dias de diligências, ou seja, pode se estender até outubro. De acordo com esse prazo, portanto, a investigação poderá recolher provas e evidências nas manifestações bolsonaristas programadas para o Sete de Setembro, sobretudo pelos meios digitais.

 

Ela foi a primeira mulher a integrar o Comando de Operações Táticas da Polícia Federal, a “Swat brasileira”

 

Fotos: Reprodução


Denisse é conhecida pela sua experiência na Polícia Federal. Entrou como agente em 2005 e foi a primeira mulher a integrar o Comando de Operações Táticas (COT), unidade de elite treinada conhecida como “Swat brasileira” e que atua em casos de narcotráfico internacional e terrorismo.

 

Ser admitida no grupo é tarefa para poucos: menos dos 40% dos candidatos são aprovados. Em 2014, Denisse passou no concurso para delegada e mudou-se para Roraima, onde desmantelou uma quadrilha que traficava mulheres venezuelanas para a prostituição em Boa Vista, na chamada Operação La Sombra. Graças a sua atuação, foram liberdatadas 16 mulheres.

 

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Em 2016, de volta ao Distrito Federal, destacou-se na Operação Acrônimo, onde foi responsável pela primeira delação premiada assinada pela PF. O alvo era a diretora de uma agência de publicidade suspeita de manter caixa dois para o então governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Com a escalada da crise política e as dúvidas geradas pelo embate entre as instituições, a delegada Denisse tem uma única certeza: ela terá um longo caminho pela frente. 

 

Fonte: Revista IstoÉ

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