07 de Maio de 2026

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Elas nos inspiram - 31/05/2024

A Voz Indígena na Ciência: Primeira Indígena Geóloga do Brasil, Cisnea Wisú, no Ela Podcast

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Foto: Divulgação/Portal Mulher Amazônica

Cisnea Wisú descreveu sua infância como repleta de tradições, histórias e aprendizados transmitidos pelos mais velhos

Na edição mais recente do Ela Podcast, Cisnea Wisú, a primeira indígena geóloga do Brasil e membro do povo Desana do Alto Rio Negro, compartilhou suas experiências, desafios e conquistas ao longo de sua inspiradora jornada.

 

Infância e Crescimento como Indígena Desana

 

Cisnea Wisú descreveu sua infância como repleta de tradições, histórias e aprendizados transmitidos pelos mais velhos. Crescendo no Alto Rio Negro, ela estava em constante contato com a natureza e aprendeu a respeitá-la desde cedo. A importância da cultura indígena e sua interligação com o meio ambiente moldaram sua visão de mundo e despertaram seu interesse pela geologia.

 

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Jornada para se Tornar Geóloga

 

 

Cisnea Wisú  

 

Sobre sua jornada acadêmica, Cisnea relatou os enormes desafios que enfrentou para se formar em Geologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Saindo de uma comunidade indígena com acesso extremamente limitado à educação superior, ela estava determinada a superar os obstáculos. Durante sua trajetória na UFAM, enfrentou preconceitos e dificuldades, mas também encontrou apoio de professores e colegas. Cada vitória foi um triunfo não só pessoal, mas também para sua comunidade.


Atualmente, Cisnea Wisú coordena o Núcleo Estadual de Fronteira do Amazonas (NIFFAM), onde lidera projetos voltados à proteção das fronteiras amazônicas e ao desenvolvimento sustentável das comunidades locais. Suas iniciativas incluem a implementação de tecnologias sustentáveis e a promoção de políticas públicas para a preservação ambiental e inclusão das comunidades indígenas.

 

Dissertação de Mestrado em Geociências

 

 

Em sua dissertação de mestrado em Geociências, Cisnea investigou a caracterização geológica de áreas afetadas pela mineração ilegal. Ela descobriu que essas atividades não apenas causam impactos ambientais graves, mas também resultam em prejuízos sociais significativos. Suas principais descobertas ressaltam a necessidade de políticas mais rigorosas e fiscalização eficiente para proteger as terras indígenas.

 

O Papel da Mulher Indígena na Ciência e na Tecnologia

 

 

 

Cisnea enfatizou a importância e os desafios enfrentados pelas mulheres indígenas na ciência e na tecnologia. Elas trazem uma perspectiva única que combina conhecimento tradicional com métodos científicos. Apesar do preconceito e da falta de representatividade, cada vez mais mulheres indígenas estão se destacando e demonstrando que também têm um lugar na ciência.

 

Influência da Experiência Indígena na Carreira

 

A identidade indígena de Cisnea lhe proporcionou uma visão holística do mundo. Ela enxerga a ciência não apenas como uma forma de entender a natureza, mas também como uma ferramenta para proteger e valorizar territórios e culturas indígenas. Essa perspectiva a motivou a seguir a carreira de geóloga e a utilizar seu conhecimento para ajudar sua comunidade.

 

Esperanças para o Futuro da Ciência e Tecnologia no Brasil

 

 

Fotos: Reprodução/Portal Mulher Amazônica

 

Cisnea Wisú compartilhou suas esperanças para o futuro da ciência e tecnologia no Brasil, desejando que essas áreas se tornem mais inclusivas e valorizem as vozes indígenas, promovendo a proteção do meio ambiente.

 

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Ela acredita que políticas que incentivem a participação das comunidades tradicionais e utilizem seus conhecimentos para criar soluções sustentáveis são essenciais para construir um futuro melhor para todos.A entrevista com Cisnea Wisú no Ela Podcast é um testemunho inspirador da força e resiliência das mulheres indígenas na ciência e na sociedade.
 

Fonte: com informações Portal Mulher Amazônica

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