14 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Especial Mulher - 22/02/2026

A vida por um e o pacto contra o feminicídio

Compartilhar:

Maria Santana Souza - São 5:30 da manhã. Acordo e ouço sons da chuva caindo sobre o telhado e o chão. Abro a janela e as plantas do jardim estão exuberantes, com a água deslizando pelo seu caule e pingando das suas folhas e flores.

 

Ao ligar a TV, toda beleza da natureza desmorona. Mais um feminicídio. Um certo desespero se abate sobre meu espírito. Não será o primeiro do dia. A cada seis horas uma mulher é morta no Brasil apenas por ser mulher. Um companheiro ou ex-companheiro matará uma mulher, friamente, calculadamente,

 

Destruirá uma vida, com ódio, com sentimento de posse, como se não pudesse viver sem a perda de um ser já maltratado, tentando reconstruir sua vida.

 

Veja também 

 

Por que mulheres se sentem culpadas? Especialista explica

Por que a sociedade incentiva mulheres a odiarem outras mulheres

 

De 2015 a 2025, foram assassinadas 13 mil mulheres, vítimas de feminicídio. Ano passado, 3,7 milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar. 71% das agressões ocorreram na presença de crianças. 1.479 mulheres foram mortas em 2025.

  

O Brasil vive uma epidemia de crimes contra a mulher. Uma doença social que precisa ser combatida com políticas públicas, leis e mobilização de toda sociedade.

 

 

 

O governo federal lançou, no dia 4 de fevereiro passado, o Pacto Para Enfrentamento ao Feminicídio no Brasil, uma proposta articulada pela primeira-dama, socióloga Janja da Silva.

 

 

 

"O pacto tem como objetivos acelerar o cumprimento das medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento à violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar os agressores, combatendo a impunidade."

 

 

 

"O acordo também prevê compromissos voltados à transformação da cultura institucional dos três Poderes, à promoção da igualdade de tratamento entre homens e mulheres, ao enfrentamento do machismo estrutural e à incorporação de respostas a novos desafios, como a violência digital contra mulheres."

 

 

 

A iniciativa de articular os três poderes do Estado: executivo, legislativo e judiciário, é inédita e necessária diante da realidade que o Brasil vive, na qual mulheres estão sendo mortas apenas por buscarem viver em paz, sem violência e com o respeito merecido por todo ser humano.

 

 

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 
 
 
 

Estaremos aqui, a postos, para cobrar e colaborar nessa caminhada em defesa da vida e da emancipação feminina.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Maria Santana Souza é empresária, jornalista e uma das maiores referências em ativismo feminino no Amazonas. Formada em Direito, começou sua carreira no jornalimo como editora do Portal do Zacarias. É uma das autoras da obra” Mulheres Interseccionalidades, Vivencias Amazônicas”, Idealizadora e Diretora executiva do Site” Mulher Amazônica e do Pod Cast “ Ela Pod. Maria Santana Souza tem popularizado as temáticas que envolvem as causas Femininas, desafios e conquistas. É autora de uma coletânea de artigos. Seu olhar afiado e seu discurso direto fizeram dela uma voz ativa no cenário das temáticas que envolvem as causas das Mulheres no Amazonas.

 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.