Maria Santana Souza - São 5:30 da manhã. Acordo e ouço sons da chuva caindo sobre o telhado e o chão. Abro a janela e as plantas do jardim estão exuberantes, com a água deslizando pelo seu caule e pingando das suas folhas e flores.
Ao ligar a TV, toda beleza da natureza desmorona. Mais um feminicídio. Um certo desespero se abate sobre meu espírito. Não será o primeiro do dia. A cada seis horas uma mulher é morta no Brasil apenas por ser mulher. Um companheiro ou ex-companheiro matará uma mulher, friamente, calculadamente,
Destruirá uma vida, com ódio, com sentimento de posse, como se não pudesse viver sem a perda de um ser já maltratado, tentando reconstruir sua vida.
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De 2015 a 2025, foram assassinadas 13 mil mulheres, vítimas de feminicídio. Ano passado, 3,7 milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar. 71% das agressões ocorreram na presença de crianças. 1.479 mulheres foram mortas em 2025.
O Brasil vive uma epidemia de crimes contra a mulher. Uma doença social que precisa ser combatida com políticas públicas, leis e mobilização de toda sociedade.

O governo federal lançou, no dia 4 de fevereiro passado, o Pacto Para Enfrentamento ao Feminicídio no Brasil, uma proposta articulada pela primeira-dama, socióloga Janja da Silva.
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"O pacto tem como objetivos acelerar o cumprimento das medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento à violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar os agressores, combatendo a impunidade."

"O acordo também prevê compromissos voltados à transformação da cultura institucional dos três Poderes, à promoção da igualdade de tratamento entre homens e mulheres, ao enfrentamento do machismo estrutural e à incorporação de respostas a novos desafios, como a violência digital contra mulheres."
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A iniciativa de articular os três poderes do Estado: executivo, legislativo e judiciário, é inédita e necessária diante da realidade que o Brasil vive, na qual mulheres estão sendo mortas apenas por buscarem viver em paz, sem violência e com o respeito merecido por todo ser humano.
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Estaremos aqui, a postos, para cobrar e colaborar nessa caminhada em defesa da vida e da emancipação feminina.
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Fotos: Reprodução/Google
Maria Santana Souza é empresária, jornalista e uma das maiores referências em ativismo feminino no Amazonas. Formada em Direito, começou sua carreira no jornalimo como editora do Portal do Zacarias. É uma das autoras da obra” Mulheres Interseccionalidades, Vivencias Amazônicas”, Idealizadora e Diretora executiva do Site” Mulher Amazônica e do Pod Cast “ Ela Pod. Maria Santana Souza tem popularizado as temáticas que envolvem as causas Femininas, desafios e conquistas. É autora de uma coletânea de artigos. Seu olhar afiado e seu discurso direto fizeram dela uma voz ativa no cenário das temáticas que envolvem as causas das Mulheres no Amazonas.
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