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Qualidade de Vida - 23/06/2025

A velhice pode ser vista com novos olhos por meio dos avanços nas cirurgias oculares

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Foto: Reprodução/Google

No quarto episódio do podEnvelhecer, o oftalmologista Durval M. Carvalho Júnior fala sobre as evoluções da cirurgia de catarata, muitas vezes marcada como o primeiro sinal de envelhecimento

"Quando você opera um paciente idoso e devolve a visão que ele tinha há 30 anos, há uma transformação gigantesca na mente desse paciente." A afirmação é do oftalmologista Durval M. Carvalho Júnior, especialista em catarata, que ressalta a revolução pela qual esse tipo de cirurgia passou nos últimos anos.

 

O convidado do quarto episódio do podEnvelhecer conta que a técnica era arcaica e sem precisão de como iria ficar exatamente, e o procedimento só era feito para uma catarata mais avançada, quando o paciente tinha 70 anos. Isso mudou. "A cirurgia hoje não é só para limpar a lente, ela resolve tudo, você consegue acertar o grau junto."

 

Às jornalistas Carmen Souza e Sibele Negromonte, Durval ressaltou que pessoas mais jovens, com indicação, têm se submetido ao procedimento, muitas vezes, ao verem os pais, com 80 anos, enxergando de perto e de longe sem óculos.

 

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Como se dá o processo de envelhecimento da visão?

 

 

A catarata é um sinal de envelhecimento do cristalino, que é uma lente que temos dentro do olho, fica atrás da íris. Geralmente, não é perceptível, a não ser que a catarata esteja muito avançada. O cristalino tem uma função muito importante na nossa visão, que é de acomodação, de trazer o foco para perto. Então, o primeiro sinal de que o cristalino está meio que envelhecendo é essa perda da capacidade de focar para perto, a presbiopia.

 

Considerando que esses primeiros sinais surgem na meia-idade, há cuidados que podem ser tomados para que isso não progrida e vire uma catarata?

 

 

Essa modificação do cristalino tem muito a ver com o metabolismo, mas não há receita para evitar isso. Muita gente tem estudado a respeito dos antioxidantes, mas o que ocorre é o contrário do que a gente pensava, que o músculo ia envelhecendo e atrofiando. O que acontece é que o cristalino vai aumentando de tamanho e vai perdendo essa flexibilidade. É como se fosse um braço que não conseguisse mais abrir tanto. Depois, em seguida, ele continua se degenerando e, lá por volta dos 60 anos, vai mudando a coloração. Ele começa a ficar mais opaco. Já nessa fase, não é só questão de grau de óculos, é questão da visão mesmo. Mesmo com a correção dos óculos, não se consegue ter uma visão perfeita. É quando a condição recebe esse apelido carinhoso de catarata.

 

Nessa etapa, a opção de intervenção é apenas a cirurgia?

 

 

Antigamente, só se reservava a cirurgia para uma catarata mais avançada, em que iria fazer realmente uma diferença, porque não tinha tanta precisão e previsão de como iria ficar exatamente. Por isso, só se operava pacientes de 70 anos ou mais. Isso mudou. Surgiu uma nova tecnologia: a facoemulsificação, que revolucionou a cirurgia, porque o olho ficou mais fechadinho, reduziu o risco cirúrgico, de hemorragia, de infecção. A cirurgia de uma hora, uma hora e meia, reduziu para menos de 15 minutos. E não precisa de pontos.  

 

E dá para fazer? Há alguma contra-indicação de cirurgia de catarata em pessoas mais novas?

 

Fotos: Reprodução/Google

 

A cirurgia hoje não é só para limpar a lente, ela resolve tudo, você consegue acertar o grau junto. Isso causou uma certa estranheza, porque os filhos vinham trazer os pais com 80 anos para operar a catarata e eles saiam da cirurgia enxergando para longe e para perto. Aí, os filhos com óculos na fase bem inicial passaram a dizer "estou precisando disso agora. Dá para fazer?" Logicamente, a cirurgia não é para todos; às vezes pode ser a cirurgia, mas não aquela lente especial. A expertise do médico oftalmologista, principalmente do cirurgião de catarata, o permite fazer a programação correta, tanto da técnica cirúrgica como da lente intraocular.

 
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Há uma variedade grande de lentes no mercado. Como fazer a escolha?

 

A primeira coisa é que o material evoluiu bastante, é um material que o corpo absorve e aceita bem. A questão do foco é outro grande avanço. A lente veio evoluindo e temos hoje lentes tóricas, que corrigem o astigmatismo. E, em seguida, começaram também a evoluir em relação à quantidade de focos. Em vez de um, a gente começou a ter dois. Agora, temos a trifocal, em que acrescentaram o foco intermediário, que é uma distância que a gente usa muito, para usar o computador, por exemplo.

 

Fonte: com informações Correio Braziliense

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