A Páscoa não é feita só de ovos de chocolate. Conheça um pouco mais sobre as tradições que envolvem a data
Conhecida por diversas culturas e estudada por diversos pontos de partida e origens, a Páscoa hoje celebrada em vários países e conectada intrinsecamente ao significado cristão da ressurreição de Jesus Cristo já foi uma data associada a outros contextos, histórias e civilizações.
Originalmente, a Páscoa era uma tradição relacionada às mitologias anglo-saxãs, nórdicas e germânicas que cultuavam a deusa Ostara, figura que representava a fertilidade, o amor e o renascimento.Mas quais são os principais símbolos da Páscoa? Como ela surgiu? Quais são os povos que comemoravam essa data?
Afinal, o que significa a páscoa? A palavra, que no hebraico é "Pessach", significa "passagem" e, desde os contextos mais conhecidos como pagãos, a Páscoa também possuía esse sentido, sobretudo quando entendemos que a celebração feita pelos povos nórdicos e anglo-saxãos visava enaltecer a passagem do inverno para a primavera no hemisfério norte, um rito de adoração à deusa Ostara (Eostern, em inglês) para que a próxima estação pudesse prover todo o alimento necessário durante o próximo ano.
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Outra origem da Páscoa bastante conhecida é a judaica. O evento narrado no livro de Êxodo, da Bíblia, conta a história dos judeus que conseguiram ser libertos da escravidão imposta pelo faraó após as 10 pragas infligidas por Deus ao Egito Antigo. Depois de perder seu filho primogênito, o faraó se convence do poder soberano do Deus judaico e liberta o povo judeu, atendendo os consecutivos pedidos de libertação feitos por Moisés.
Assim, originalmente, a Páscoa judaica comemora a passagem dos judeus da escravidão para a liberdade rumo à terra prometida.No contexto cristão, a Páscoa também possui o sentido de passagem. Quando Jesus Cristo foi crucificado pelos romanos na conhecida sexta-feira da paixão e, em seguida, ressuscitou no domingo de Páscoa dos judeus, sendo visto por alguns de seus apóstolos, a celebração da Páscoa conectada ao ressurgimento da vida passou a ganhar mais força no contexto cristão. Assim, desde então, a Páscoa ganhou essa nova abordagem e tem sido reconhecida cada vez mais como uma comemoração cristã.
E onde entra o coelho, o ovo e o chocolate nisso tudo?Atualmente, alguns símbolos da Páscoa são muito explorados pelas pessoas, sobretudo pelo mercado e pela publicidade. Alguns deles, como os peixes, a cruz, o renascimento e tantos outros que possuem uma conotação enraizada no cristianismo estão bem presentes nos almoços em família durante o domingo de Páscoa. Mas alguns podem parecer bem misteriosos, já que não têm nenhuma ligação com o sentido cristão da festividade.
O coelho, o ovo e o chocolate são alguns deles
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Fotos: Reprodução/Google
Você já se perguntou o porquê de terem escolhido o coelho, o ovo e o chocolate para representarem a Páscoa, sobretudo nos países ocidentais? Se sim, aqui vai a resposta: tanto o coelho quanto o ovo e o chocolate foram símbolos reaproveitados, reinventados e readaptados ao longo dos séculos.O coelho, por ser um animal extremamente fértil, sempre foi tido como um grande símbolo de reprodutividade pelos povos nórdicos desde os tempos mais remotos. Em celebrações pagãs antigas, o coelho era um animal endeusado por conta dessa sua habilidade peculiar e também por sair de suas tocas no fim do inverno e início do equinócio de primavera.
Neste período, os coelhos acasalavam e procriavam com muita rapidez, o que deixava as pessoas admiradas com tamanha velocidade. A associação entre a fertilidade do coelho com a comemoração pagã do início da primavera foi imediata e, desde então, manteve-se no imaginário popular.
A fertilidade sempre foi um tema importante para as civilizações mais antigas, pois ela significava o renascimento, a renovação e a continuação da espécie, proporcionando, consequentemente, uma ideia de prosperidade para esses povos.
Fonte: com informações R7
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