19 de Abril de 2026

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Sexo - 07/12/2025

A nova orientação do papa sobre sexo no casamento

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Foto: Reprodução/Google

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Documento divulgado pela Igreja no fim de novembro reconhece que há uma "finalidade unitiva da sexualidade", enfatizando que os atos sexuais "não se limitam a assegurar a procriação, mas contribuem para enriquecer e fortalecer a união única e exclusiva e o sentimento de pertencimento mútuo".

 

Assinada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé — nome atual do antigo Tribunal do Santo Ofício —, a nota doutrinal divulgada com a aprovação do papa Leão 14 é uma defesa católica da união monogâmica entre homem e mulher. Mas apresenta nas entrelinhas esse entendimento de que o ato sexual tem uma função além da geração de descendentes.

 

Publicado apenas em italiano, o texto afirma que "nas últimas décadas" devido ao "contexto do individualismo consumista pós-moderno", diversos problemas se originaram da "busca excessiva e descontrolada pelo sexo ou da simples negação da finalidade procriativa da sexualidade".


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Ao mesmo tempo, a nota lembra que também houve uma "negação explícita da finalidade unitiva da sexualidade e do próprio casamento" e incentiva "o desejo de troca emocional, pelas próprias relações sexuais, mas também pelo diálogo e pela cooperação".

 

O documento diz que uma "visão integral da caridade conjugal" é aquela que "não nega a sua fecundidade". Mas que "a união sexual, como forma de expressão da caridade conjugal", ainda que "deva naturalmente permanecer aberta à comunicação da vida", não precisa ter nesse fim o "objetivo explícito de cada ato sexual".

 

Nesse sentido, o texto apresenta três possibilidades. A primeira é a vida sexual de casais que não podem ter filhos. A segunda é "que um casal não procure conscientemente um determinado ato sexual como meio de procriação". Por fim, o terceiro item fala sobre respeitar "os períodos naturais de infertilidade" — "isso pode servir não só para regular as taxas de natalidade, mas também para escolher os momentos mais adequados para acolher uma nova vida", observa o documento.


Fotos: Reprodução/Google

 

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A nota enfatiza que "o casal pode aproveitar esses períodos como manifestação de afeto e para salvaguardar a fidelidade mútua". "Fazendo isso, demonstram um amor verdadeira e completamente honesto", afirma.


Fonte: com informações da BBC News

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