A perda precoce da ginasta não apenas entristeceu colegas, treinadores e admiradores, como também levantou questionamentos sobre uma doença que, embora tenha altas chances de cura, ainda é pouco compreendida pela população.
A morte da ginasta brasileira Isabelle Marciniak, causou comoção no meio esportivo e trouxe novamente ao centro do debate público o linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que atinge o sistema linfático. Campeã brasileira de ginástica rítmica, Isabelle enfrentava a doença e faleceu no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba.
Natural de Araucária, no Paraná, Isabelle construiu uma trajetória marcada por disciplina, dedicação e conquistas no esporte. Reconhecida ainda muito jovem como uma atleta promissora, integrou a história do Clube Agir, onde acumulou títulos paranaenses e brasileiros. Em nota, a Federação Paranaense de Ginástica destacou o legado deixado pela ex-atleta, ressaltando sua paixão pelo esporte e seu papel inspirador na formação humana por meio da ginástica.
A perda precoce da ginasta não apenas entristeceu colegas, treinadores e admiradores, como também levantou questionamentos sobre uma doença que, embora tenha altas chances de cura, ainda é pouco compreendida pela população.
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O que é o linfoma de Hodgkin
O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. Esse sistema inclui os linfonodos (ínguas), o baço, o timo, a medula óssea e os vasos linfáticos. A doença é caracterizada pela presença de células anormais chamadas células de Reed-Sternberg, identificadas por meio de biópsia.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o linfoma de Hodgkin representa cerca de 10% de todos os linfomas e apresenta maior incidência em duas faixas etárias: entre 15 e 35 anos e após os 55 anos.
Sintomas que merecem atenção
Os sinais iniciais do linfoma podem ser silenciosos ou confundidos com outras doenças. Entre os sintomas mais comuns estão:

• Aumento indolor dos linfonodos no pescoço, axilas ou virilha
• Febre persistente sem causa aparente
• Suores noturnos intensos
• Perda de peso involuntária
• Cansaço excessivo
• Coceira no corpo
A persistência desses sintomas deve motivar a procura por avaliação médica especializada.
Diagnóstico e tratamento
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Fotos: Reprodução/Google
O diagnóstico do linfoma de Hodgkin é feito principalmente por biópsia de um linfonodo alterado, associada a exames de imagem como tomografia e PET-CT. O tratamento varia conforme o estágio da doença e as condições do paciente, podendo incluir:
• Quimioterapia
• Radioterapia
• Imunoterapia
Apesar de ser um câncer, o linfoma de Hodgkin costuma responder bem ao tratamento. De acordo com especialistas, as taxas de cura podem ultrapassar 80%, especialmente quando o diagnóstico é feito precocemente. Casos como o de Isabelle Marciniak reforçam a importância da informação de qualidade, do diagnóstico precoce e do acesso adequado aos serviços de saúde. A conscientização sobre os sintomas e a busca rápida por atendimento podem fazer a diferença no prognóstico da doença. A história da ginasta permanece como símbolo de talento, dedicação e luta, ao mesmo tempo em que chama a atenção para a necessidade de ampliar o conhecimento sobre o linfoma e fortalecer políticas públicas de prevenção e tratamento do câncer.
Fontes:
Ministério da Saúde – Brasil
https://www.gov.br/saude
Organização Mundial da Saúde (OMS)
https://www.who.int/health-topics/cancer
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