05 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Direitos da Mulher - 16/04/2025

A luta por equidade de gênero: Homens na Construção da Equidade

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Essas mudanças não devem ser impulsionadas apenas por mulheres ou departamentos de diversidade

Por Maria Santana Souza - A luta por equidade de gênero ultrapassa há muito os limites do que pode ser considerado uma “pauta feminina”. A justiça de oportunidades e de reconhecimento não é apenas uma demanda de mulheres — é uma urgência social que interpela todos, especialmente aqueles que ocupam posições de privilégio nos mais diversos espaços: no poder público, nas empresas, nas academias, nas comunidades e nos lares.

 

Ainda é comum encontrar resistência de homens ao se falar em equidade, como se esse debate os excluísse. Mas a verdade é o oposto: homens também são atravessados por estereótipos de gênero, e também têm muito a ganhar em uma sociedade mais justa, onde possam exercer suas subjetividades com liberdade, sem o peso da masculinidade tóxica.

 

Quando um homem se compromete com a equidade, ele não está apenas sendo “aliado”: ele está cumprindo seu papel como agente de transformação social. Reconhecer os próprios privilégios e usá-los para abrir caminhos para outras pessoas é um dos atos mais poderosos que se pode realizar.

 

Veja também 

 

Mulher que deseja se divorciar precisa conhecer seus direitos. Confira!

Emenda Constitucional 103/2019: Idade para aposentadoria de mulheres policiais pode ser mudada. Conheço teor

O Progresso É Coletivo e Contínuo

 

 

 
A equidade de gênero é um projeto coletivo que exige coragem, consciência e coerência. Cada passo — por menor que pareça — contribui para um futuro mais justo e plural. Esse futuro começa em espaços de conversa como este, mas se consolida na prática cotidiana de decisões conscientes.

 

A caminhada por equidade não tem atalho. Mas tem direção. E ela aponta para um mundo onde o gênero de uma pessoa não determine o tamanho dos seus sonhos nem os limites da sua liberdade. A equidade de gênero não é sobre rivalidade entre homens e mulheres. É sobre revisar as estruturas de poder, questionar privilégios herdados, rever práticas excludentes e criar caminhos possíveis para que todos possam florescer com dignidade. Não basta empatia ou boas intenções. É preciso ação concreta, escuta ativa e compromisso radical com a transformação cultural e estrutural, dentro e fora das organizações.

 

Escuta, Representatividade e Ação

 

 

 

Para que a equidade seja de fato alcançada, é necessário mais do que espaços abertos: é preciso garantir voz ativa e decisão real às mulheres — especialmente àquelas historicamente marginalizadas, como mulheres negras, indígenas, periféricas, LGBTQIA+ e com deficiência.

 

A construção de ambientes mais igualitários passa por medidas objetivas, como:

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

• Políticas de equidade salarial e transparência;


• Mecanismos de prevenção e combate ao assédio moral e sexual;


• Licenças parentais igualitárias e incentivo à corresponsabilidade;


• Formação de lideranças femininas em todos os níveis;


• Mudança de cultura organizacional com foco em respeito, inclusão e pertencimento.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

Essas mudanças não devem ser impulsionadas apenas por mulheres ou departamentos de diversidade: precisam ser prioridade da alta liderança e envolver toda a cadeia de decisão.
 

Portal Mulher Amazônica

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.