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Moda e Beleza - 17/01/2022

A história do rosa: o que está por trás do sucesso de uma das cores mais emblemáticas da moda

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Foto: Montagem/Glamour Brasil

Do pastel até o rosa choque, a Glá investiga as nuances do tom que fizeram sucesso através dos séculos

Com uma trajetória interessante, o rosa passou por várias nuances desde que foi misturada com duas cores bem diferentes: o vermelho, estridente e picante, com o branco, considerada a cor mais pura.

 

O pintor italiano Cennino Cennini (1370-?) primeiro artista a ensinar a fazer a mistura no Il Libro Dell'arte, considerado o manual da arte renascentista, relata que o rosa era tradicionalmente usado para a representação do corpo nas pinturas.

 

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Século XV - Período da Renascença

 

 

É a partir daí que os historiadores trabalham o ápice do rosa. A pintura A Anunciação, do italiano betificado pela igreja católica Fra Angelico (1395-1455), que retrata a história do Novo Testamento em que a Virgem Maria é informada pelo Arcanjo Gabriel que se tornará mãe de Cristo.

 


A Anunciação, obra de Fra Angelico (1395-1455) (Foto: Reprodução)

 

O famoso afresco, que demorou cinco anos para ser concluído, no convento de San Marco, em Florença, localizada na Itália, mostra Gabriel com uma túnica de pregas na cor rosa. Vestindo Gabriel com o manto luxuoso, Fra Angelico quebrou os paradigmas daquele século mostrando o arcanjo sendo feito de corpo e sangue.

 

Século XVII

 

Madame de Pompadour, obra de François Boucher

 

Os historiadores mostram também que o rosa era ligado ao submundo londrino no século XVII, quando se usava a palavra "pinkd'd" como referência ao tom, como sinônimo de esfaqueado devido ao sangue da vítima. Até hoje, não sabe ao certo quando a palavra rosa ou pink passou a designar o pigmento em vez da facada.

 

Século XVIII - Rococó

 

 

A transição do sagrado para o mundano nas artes começa quando o rosa se tornou o tom escolhido por retratistas para pintar as amantes famosas da história mundial. Se antes o rosa era mostrado de forma angelical, sublime ou jovial, passou a ser uma cor que exala a feminilidade.

 

 

O artista rococó francês François Boucher (1703-1770) e o artista inglês George Romney (1734-1802) pintaram Madame de Pompadour (1721-1764), a conhecida amante oficial do rei Luís XV (1710-1774), e Lady Hamilton (1765-1815), respectivamente, posando com o tom, transformando-o em uma cor não respeitável.

 

 

Madame de Pompadour, inclusive, fez do rosa a sua cor na corte francesa. Tanto que ganhou um tom de pink feito especialmente para ela pela fábrica de porcelana Sevres.

 


Outra obra que merece destaque e que mostra a transição do tom pastel usado por anjos para a malícia do mundo é O Balanço, do francês Jean-Honoré Fragonard (1732-1806).

 

 

Nela, uma jovem usando um vestido exuberante rosa com sapatos de seda caindo dos pés atrai olhares masculinos.

 

Século XIX

 

 

Acredite se quiser, mas na Inglaterra o rosa era considerada cor de meninos. As roupas, que normalmente eram brancas, ganhavam fitas e enfeites no tom, e os uniformes dos adultos militares era vermelho. Nessa época, o azul delicado era o mais indicado às meninas. E assim foi por muitos anos.

 

Século XX

 

Obra O Balanço, de Jean-Honoré Fragonard(1732-1806) 

 

O boom do rosa! Com a invenção dos corantes químicos, o tom deixou de ser pálido e se tornou mais brilhante e ousado.

 

 

A designer italiana Elsa Schiaparelli (1890-1973) criou uma nova variedade da cor, chamada rosa choque, obtida através de magenta com pequenas quantidades de branco, em 1931.

 

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Fotos: Reprodução

 

Fonte: Revista Glamour

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