30 de Abril de 2026

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Meio Ambiente - 11/11/2025

A COP na Amazônia oferece chances aos governos globais

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Foto: Reprodução/Google

A COP30 até chegar em Belém experimentou desgastes vários.

A COP30, em Belém, sinaliza com algumas trilhas. Os caminhos, para os que estiverem atentos, estão sendo percorridos por diferentes povos indígenas no outro movimento, o da Cúpula dos Povos. Eles chegam de longe, em alianças com outros povos e comunidades e, ali, demonstram outras possibilidades.

 

Rejeitam o exotismo com o qual costumam ser tratados e cada vez mais posicionam suas lutas e causas representadas pelas juventudes, pelas mulheres e pelos homens a partir da Amazônia, região detentora da maior diversidade étnica do Brasil. As representações de comunidades tradicionais, da agricultura familiar e dos artesãos espalham suas vozes e seus produtos que historicamente são parte da batalha por respeito e garantia a um modo de viver e alimentam os corpos e as sensibilidades de milhares de pessoas.

 

A COP30 até chegar em Belém experimentou desgastes vários. Politicamente, realizar uma conferência desse tamanho em Belém passou a ser tratado como risco de fracasso em decorrência da ausência de alguns governos; econômica e financeiramente, os preços cobrados na capital paraense passaram a ser a justificativa de invisibilidade e até de iniciativas para mudar o lugar do encontro; no item segurança, a tentativa era de demonstrar que esse lugar da Amazônia não poderia oferecer às autoridades um sistema seguro. Cada item desse foi sendo enfrentado com boas respostas, até agora.

 

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As questões que legitimam a COP e deveriam ser o foco começam a ser percebidas em meio as questiúnculas. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, chama atenção ao pós-COP, no acompanhamento efetivo das decisões tomadas, lembra que a conferência é uma das atividades – importantes para diálogo e oficialização de acordos – mas é o dia seguinte, enfim viver o processo, que terá o algo novo capaz de estabelecer elementos novos no enfrentamento da mudança do clima.

 
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Fotos: Reprodução/Google

 

O fundo internacional para as florestas tropicais e a criação de uma autoridade climática global são alguns dos passos que poderão ser confirmados até o fim da conferência. O tipo de disposição demonstrada pelos participantes oficiais em relação à mudança climática é outro indicador aguardado. O fato, inaugural, de ser na Amazônia permite aos presentes nessa conferência perceber e sentir, dentro de um pedaço da maior floresta tropical do mundo, os desafios e a necessidade de posicionamentos responsáveis por parte dos governos globais.

 

 

Fonte: com informações Acrítica

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