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Política - 24/10/2023

8/1: CPI deve poupar Bolsonaro e pedir indiciamento de GDias e Dutra

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Foto: Reprodução Google

Relatório seria elaborado em reunião de deputados, mas encontro foi cancelado. Cenário atual prevê Bolsonaro poupado e generais indiciados

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Distrito Federal deve poupar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sugerir o indiciamento de generais do Exército, como GDias e Dutra.

 

É esse o cenário atual das possibilidades do documento, que vai ser apresentado e votado em novembro. Uma reunião entre distritais aconteceria na próxima segunda-feira para debater o relatório, mas ela foi cancelada. Sendo assim, o documento vai direto para a votação dos membros da CPI.

 

A avaliação da base do governo federal é a de que não haverá votos o suficiente para aprovar o indiciamento de Bolsonaro, já que o próprio relator, deputado Hermeto (MDB), já declarou não concordar com a imputação de crimes a pessoas que não foram ouvidas nas sessões.
Mas a conduta de generais, esses sim já ouvidos, pode ser alvo de indiciamentos.

 

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Marco Edson Gonçalves Dias, o GDias, era o ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República no 8 de Janeiro e deve constar entre os indiciados, diferentemente do que aconteceu na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), do Congresso Nacional.

 

Também deve estar entre as sugestões de indiciamentos o general Gustavo Henrique Dutra, que chefiava o Comando Militar do Planalto (CMP) durante a permanência do acampamento em frente ao quartel-general e no 8 de Janeiro, mas acabou exonerado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em abril.

 

Outro nome forte ouvido na CPI do DF é o do general Augusto Heleno, ex-GSI. A expectativa de deputados da esquerda é de que ele também esteja entre os pedidos de indiciamento, mas esse cenário ainda é mais incerto, diferente do caso de G. Dias e Dutra.

 

Mais de 100 nomes

 

Fotos: Reprodução

 

A CPI da Câmara Legislativa deve incluir mais pedidos de indiciamento do que o documento do comitê que tratou do mesmo tema no Congresso Nacional, com mais de 100 indiciados.

 

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A relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), apresentou um documento com mais de mil páginas que pedem o indiciamento de 61 pessoas, entre civis e militares. Na lista, constam nomes como o do ex-presidente Jair Bolsonaro, dos ex-ministros Braga Netto e Augusto Heleno, e do ex-chefe da Ajudância de Ordens Mauro Cid.

 

Fonte: com informações do Portal Metrópoles

 

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