Nesta mesma data, em 1850, a antiga Capitania de São José do Rio Negro, alcançou sua independência
A cidade de Manaus nasceu nas proximidades do Forte de São José do Rio Negro e no entorno desse forte foi ainda edificada a 1º Capela da Ordem Carmelita. Segundo o historiador Agnello Bittencourt (1999:7), em seguida, vieram fixar-se numerosos indígenas, das tribos Manáos, Bares, Banibas e Passés, muitos dos quais haviam colaborado na obra de construção, por influência dos catequistas portugueses. A área com aquela população, moradora de palhoças humildes, passou a ser conhecida pelo designativo de Logar da Barra. Até o final do Século XVIII, o Logar da Barra não passava de um obscuro povoado da Capitania de São José do Rio Negro, cuja capital funcionava, desde 1758, na vila de Barcelos (MESQUITA, 2006:25), a época denominada Mariuá.
Otoni Mesquita, relata que (2006:29) em 1848, a vila de Manaus foi promovida à cidade, passando a denominar-se cidade da Barra do Rio Negro, e, em 5 de setembro de 1850, a comarca do Alto Amazonas foi elevada à Categoria de Província. [...] Mas a instalação só ocorreu em 1º de janeiro de 1852 quando desembarcou na Barra o seu primeiro presidente, João Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha. [...] Em 04 de setembro de 1856, a Lei nº 68 mudou o nome da cidade da Barra do Rio Negro para Cidade de Manáos. O povoamento e o tipo de habitação que foram construídos neste local aos poucos foram sendo substituídos por fabulosas edificações que atendessem aos nobres e seus familiares que estavam aportando do Continente Europeu, além de grandes empreendedores que começavam a implantar os seus negócios. Dentre eles, destacou-se o Barão de Mauá com a sua Companhia de Navios à Vapor, que atendia o seus clientes que necessitavam deste meio de transporte para manter o comércio local com o exterior.
Separação da da Província do Grão-Pará
5 de setembro, é um feriado estadual em que se comemora a elevação do Amazonas à categoria de Província. Nesta mesma data, em 1850, a antiga Capitania de São José do Rio Negro, como era conhecido o Amazonas, separou-se da Província do Grão-Pará e alcançou sua independência.
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História e significado

A criação da Província do Amazonas foi decretada pelo imperador Dom Pedro II em 5 de setembro de 1850, por meio da Lei n.º 582. Esse ato foi impulsionado tanto pelas necessidades de uma melhor administração da vasta e complexa área amazônica quanto pela pressão de grupos locais que buscavam maior controle sobre os recursos naturais e as questões regionais.

A nova província tinha como capital a cidade de Barra do Rio Negro, que posteriormente foi renomeada para Manaus. Com a elevação à categoria de província, o Amazonas passou a ter um governo provincial, com direito a uma Assembleia Legislativa Provincial e maior autonomia para decidir sobre seus próprios assuntos. Essa mudança também facilitou a implantação de políticas voltadas para o desenvolvimento econômico, especialmente em relação à exploração da borracha, que se tornaria a principal riqueza da região nas décadas seguintes.

A cidade de Manaus nasceu nas proximidades do Forte de
São José do Rio Negro e no entorno desse forte foi ainda
edificada a 1º Capela da Ordem Carmelita
Além disso, a criação da Província do Amazonas representou um passo importante para a integração da Amazônia ao restante do Brasil, fortalecendo os laços entre essa região e o governo central. A partir desse momento, o Amazonas começou a se afirmar como uma área de grande importância estratégica, econômica e cultural para o país, uma posição que mantém até os dias de hoje.
Nomes lembrados

Fotos: Reprodução/Google
Um dos nomes mais lembrados no dia 5 de setembro é o de João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, o primeiro presidente da província do Amazonas. Ele foi um dos principais defensores da independência da região, ao lado de Dom Romualdo Antônio de Seixas, deputado e bispo católico, que frequentemente defendia a autonomia em seus discursos na tribuna da Assembleia Geral do Império.
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Outro apoiador de Tenreiro Aranha foi Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, que teve um papel significativo no desenvolvimento da indústria local e nacional. Geraldo dos Anjos enfatiza a importância de manter viva essa história. Portanto, a elevação do Amazonas à categoria de província não foi apenas um ato administrativo, mas um movimento que refletiu as aspirações de uma região rica em recursos naturais e cultura, que buscava seu espaço na complexa geografia política do Império do Brasil.
Em sítese, 5 de setembro é a nossa maior celebração histórica

No centro de Manaus, existe um monumento dedicado a? elevação do Amazonas a? categoria de Provi?ncia (1850) e do seu fundador, o coronel paraense Joa?o Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha (1798-1861).

Manaus atualmente (Fotos: Reprodução)
O historiador Ma?rio Ypiranga esclarece que o monumento foi instalado primeiramente na Prac?a Tamandare? em 1907 (Adalberto Vale) e depois na Prac?a da Saudade em 1932 (5 de Setembro). O monumento segue instalado na Praça da saudade até os dias atuais. No local a escultura apresenta a figura do homem vestido como militar, em sua mão esquerda segura uma espada e com a direita segura um documento, possivelmente o conjunto de leis que deu “origem” à nova Província (autos assinados em 1 de janeiro de 1852).
Fonte: com informçaões do blog Taqui Pra Ti / site Adepol do Brasil / AM /blog://manausdeantigamente.blogspot.com
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